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Saúde09/07/2018 | 08h01Atualizada em 09/07/2018 | 08h01

Prefeitura de Caxias projeta mutirão para reduzir fila para consultas com especialistas

Contratação de novos serviços para diminuir espera também não está descartada

Prefeitura de Caxias projeta mutirão para reduzir fila para consultas com especialistas Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Espera por atendimentos no Centro Especializado de Saúde (CES) pode durar até quase dois anos, dependendo da especialidade Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Há 28.585 mil pessoas aguardando consultas com médicos especialistas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Caxias do Sul, conforme levantamento da Secretaria Municipal da Saúde do início de junho. A espera para atendimentos pode variar, no Centro Especializado de Saúde (CES), de alguns dias para até quase dois anos, dependendo da especialidade.

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Para amenizar o problema, o secretário de Saúde de Caxias, Geraldo da Rocha Freitas Júnior, aposta num conjunto de ações que, ele acredita, podem trazer mudanças já no final de julho. Conforme Freitas Júnior, o primeiro passo é quantificar de maneira mais precisa a demanda real por atendimentos.

— Estamos com um grupo técnico atualizando as listas (de espera) para deixá-las dentro da real necessidade, para planejar ações no menor tempo possível. 

Segundo o secretário, a ideia é contatar as pessoas que estão na fila para verificar se elas ainda buscam o atendimento.

— Muitas vezes, o usuário acaba buscando um atendimento fora da rede, com recursos próprios, e já não é mais necessário atendimento com especialista — justifica.

No mês de maio, por exemplo, os pacientes não foram a 22,94% das consultas com dermatologistas agendadas no CES. O atendimento na especialidade pode levar até 606 dias, ou mais de um ano e sete meses.

O levantamento junto aos pacientes também busca estimar quantas consultas devem demandar exames, para, de acordo com Freitas Júnior, não criar uma nova fila insuperável por diagnósticos. Com a demanda real em mãos, o que deve ocorrer entre o fim de julho e o início de agosto, a prefeitura pretende otimizar os recursos disponíveis para diminuir a espera por consultas. Não está descartada a realização de mutirões, ou seja, atendimento em horários estendidos. 

— Vamos colocar toda a nossa capacidade instalada para atender essas demandas. Estamos trabalhando com a equipe para que os profissionais se organizem para fazer esse trabalho, nem que seja em regime de mutirão — aponta. 

Caso a estrutura do município seja insuficiente, o secretário projeta a contratação de novos prestadores de serviço, tanto para o atendimento ambulatorial quanto para a realização de exames. 

— Nem que a gente tenha de buscar alguns serviços de fora do município, vamos dar vazão a essa demanda. Mas, primeiro, temos de quantificar para ver quanto será necessário investir para agilizar o andamento dessas filas. 

Para a rede básica, UBS+ segue sendo a solução

Se a prefeitura de Caxias busca novas soluções para diminuir as filas para atendimento com especialistas, para o gargalo da rede básica, a única solução apontada ainda é o programa UBS+, que transferiria os profissionais do Postão para as unidades básicas de saúde (UBS). O secretário defende a medida por meio dos números de atendimentos no Postão e na UPA: conforme Freitas Júnior, a unidade na zona norte atingiu cerca de 9 mil pessoas em junho, mas 75% dos atendimentos não eram de urgência. Já no Postão, de mais de 10 mil consultas, 82% não seriam urgentes, ou seja, poderiam ser resolvidas em UBSs.

Para efetivação do programa, porém, o município defende a gestão compartilhada do Postão, o que já foi rechaçado pelo Conselho Municipal de Saúde e servidores municipais. Para vencer a resistência, o secretário busca retomar o contato com a nova gestão da entidade, que assumiu em maio. 

— Vamos dar continuidade ao trabalho junto ao Conselho. A própria Conferência Municipal de Saúde vai ser um espaço para mostrarmos nossas estratégias e resolver estas questões, já que para muitas das dificuldades, a solução está no UBS+ — reforça.

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