Memória: chegada dos moldes do Imigrante à Maesa em 1953 - Cidades - Pioneiro

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Caxias antiga28/06/2018 | 07h30Atualizada em 28/06/2018 | 07h30

Memória: chegada dos moldes do Imigrante à Maesa em 1953

Esculturas em gesso desenvolvidas por Antonio Caringi, no Rio de Janeiro, foram trazidas de caminhão a Caxias pelo motorista Amélio Mariani

Memória: chegada dos moldes do Imigrante à Maesa em 1953 Studio Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação/Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação
Em frente ao Pioneiro: motorista Amélio Mariani dirigiu o caminhão que transportou os moldes do Imigrante desde o Rio de Janeiro até Caxias, em 1953 Foto: Studio Geremia / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

As atividades em torno da futura ocupação do complexo da Maesa seguem a todo vapor. Depois do abraço realizado em 20 de maio, nesta quinta (28) é a vez do Façamos a Luz - O Rio Grande Abraça o Patrimônio Cultural. A atividade, programada para as 18h, sugere que a comunidade compareça à Rua Plácido de Castro munida de velas para iluminar o prédio histórico. 

O encontro é organizado pelo coletivo Abrace a Maesa, em parceria com o Conselho Estadual de Cultura e o Conselho Municipal de Política Cultural de Caxias do Sul. Também conta com o apoio do VivaCidade, Laboratório de Ativações Urbanas e do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) - Núcleo Caxias do Sul.

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Enquanto isso, continuamos a recordar de histórias que marcaram a trajetória do prédio. Uma delas foi a chegada dos moldes em gesso do Monumento Nacional ao Imigrante, desenvolvidos por Antonio Caringi em seu atelier, no Rio de Janeiro. Eles foram trazidos a Caxias no início de 1953 pelo motorista Amélio Mariani, momento eternizado em apenas duas imagens.  

A primeira delas destaca Amélioa e seu caminhão — um GMC 454 modelo 1951, do Expresso Javali — defronte a primeira sede do jornal Pioneiro, na Av. Júlio de Castilhos, junto à Praça Dante Alighieri (foto acima). Na época, o Pioneiro funcionava anexo à Gráfica Nordeste, responsável pela impressão do semanário — o térreo do chamado Palacete Andreazza abrigava também a antiga Livraria Calcagnotto.

A outra imagem, talvez uma das mais emblemáticas da Maesa, destaca seu Amélio junto ao portão de acesso da fundição, na Rua Dom José Barea (abaixo), e o famoso logotipo no topo.  

Chegados a Caxias, os dois moldes começaram a ser fundidos na Fábrica 2 do Eberle, trabalho coordenado pelo mestre Tito Bettini, com o auxílio de dezenas de operários. O Monumento foi inaugurado em 28 de fevereiro de 1954, data de abertura da Festa da Uva, com a presença do presidente Getúlio Vargas.

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Amélio Mariani (escorado no veículo) e seu caminhão do Expresso Javali defronte ao portão da fundição, em 1953Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Tito Bettini (à esquerda) e trabalhadores da Maesa durante os trabalhos de fundição de uma das cabeças do Monumento ao Imigrante, em 1953Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
A fundição da Maesa em meados dos anos 1960Foto: Mauro De Blanco / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, divulgação

São João em julho

Em julho é a vez do Abrace a Maesa São João - Aula Pública sobre a Maesa. O encontro, dia 8, um domingo, vai mesclar história, show da banda Cuscobayo, apresentação do Maracatu Baque dos Bugres e presença dos DJS Johnny Boaventura e Stuani. É em julho também, no dia 31, que expira o prazo para o grupo Voges deixar o prédio. 

 Participe

Você possui fotos antigas do ano de 1948, quando o Pioneiro foi fundado? Podem ser registros da cidade, famílias, esportes, trabalho, educação, lazer e cenas do cotidiano. 

As imagens devem ser enviadas em alta resolução, com nome e fone de contato, para o e-mail rodrigolopes33@gmail.com.

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