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Caxias antiga27/06/2018 | 11h35Atualizada em 27/06/2018 | 11h35

Memória: banda Lobo da Estepe nos anos 1970

Grupo teve atuação em Caxias e no Estado entre 1969 e 1981, com um repertório destacando covers de Rolling Stones, Deep Purple e Led Zeppelin

Memória: banda Lobo da Estepe nos anos 1970 Studio Tomazoni Caxias / acervo pessoal de Luiz Benvenutti, divulgação/acervo pessoal de Luiz Benvenutti, divulgação
Boca de sino e cetim no Chateau Lacave: Luiz Benvenutti, Onofre Hoffmann, Mario Badalotti, Abel Prezzi Netto e Egídio Caberlon em 1975 Foto: Studio Tomazoni Caxias / acervo pessoal de Luiz Benvenutti, divulgação / acervo pessoal de Luiz Benvenutti, divulgação

Quem viveu os anos 1970, lembra. Pela vanguarda, pelo visual, pela postura, a banda caxiense Lobo da Estepe foi um verdadeiro marco daqueles tempos de contracultura, paz, amor, cabelos longos e muito, mas muito rock and roll.

Fundado em 1968 e atuante até 1981, o grupo apresentou-se em boa parte dos clubes e casas noturnas de Caxias e do Estado, levando ao público repertório, performance e figurinos inspirados nas bandas que sacudiam a juventude da época – Deep Purple, Led Zeppelin, Steppenwolf, Rolling Stones e Alice Cooper. Tanto que no set list dos shows não podiam faltar clássicos como Smoke on the Water, Born to be Wild e Schools Out.

– Fomos a primeira banda a ter um som pesado como o hard rock dos anos 70 exigia – recorda o músico Luiz Afonso Benvenutti, que teve como companheiros de estrada feras como Mario Badalotti, Abel Prezzi Neto, Pedro Onofre Hoffmann, Egídio Caberlon, Vítor Matzembacker, Joel Vianna e o ícone dos “bateras”, Mário Pastor.

Eloy Paco Teixeira: um mestre da guitarra

Apesar de também tocar o repertório tradicional de bailes, a Lobo destacava-se mesmo pela autenticidade e crueza do rock, principalmente nas apresentações e reuniões dançantes estudantis. E colecionou diversos momentos memoráveis que marcaram aquela década: o primeiro festival de rock de Caxias do Sul, no Clube Guarany, em 1974; o Baile da Lingüiça, em São Gotardo; e o show na localidade de Morro Azul, em que os integrantes tiveram de sair do clube com a escolta da brigada.

Mas nada superou o inacreditável “Baile do Caixão”, realizado no Dia de Finados de 1975, no antigo Clube Atlético Madrid. Mas essa é uma história que contaremos em detalhes em breve...

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Na estrada, de Kombi: Badalotti, Caberlon, Benvenutti, Prezzi e Hoffmann rumando a Torres em 1972Foto: Acervo pessoal de Luiz Benvenutti / divulgação
O quinteto com sua famosa Veraneio, em 1977: Luiz Benvenutti, Mario Badalotti, Abel Prezzi Netto, Onofre Hoffmann e Vitor MatzembackerFoto: Acervo pessoal de Luiz Benvenutti / divulgação
Cabeludos em 1972: Mario Badalotti, Luiz Benvenutti, Abel Prezzi, Egídio e Onofre HoffmannFoto: Studio São Pelegrino / acervo pessoal de Luiz Benvenutti, divulgação

Nome cult

O nome da banda não poderia fugir do espírito libertário e riponga daquela década: foi inspirado pelo revolucionário romance O Lobo da Estepe, de Hermann Hesse. Publicada originalmente em 1927, na Alemanha, a obra “fez a cabeça” da geração dos anos 1960 e 1970 ao mesclar a trajetória de um intelectual de meia-idade em crise a uma crítica mordaz à sociedade burguesa. 

Cult é pouco...

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O grupo mandando um som no Dia da Criança de 1976, no Parque CinquentenárioFoto: Acervo pessoal de Luiz Benvenutti / divulgação
Auge dos anos 70: Vítor Matzembacker, Luis Afonso Benvenutti, Mário Badalotti, Abel Prezzi e Pedro Onofre Hoffmann.Foto: Acervo pessoal de Luiz Benvenutti / divulgação
Visual glam rock em 1978: Onofre Hoffman, Abel Prezzi Netto, Mario Badalotti, Vitor Matzembcker e Luiz BenvenuttiFoto: Acervo pessoal de Luiz Benvenutti / divulgação
Mario Pastor, Mário Badalotti, Abel Prezzi, Luis Afonso Benvenutti e Pedro Onofre Hoffmann em 1979Foto: Acervo pessoal de Luiz Benvenutti / divulgação

Álbum de fotos

As imagens desta página integram o acervo do tecladista Luiz Benvenutti (Lila Das), também fundador da banda Maha Mantra, surgida em 1990 e focada no mantra rock. O grupo atuou em Caxias até meados de 2000 e depois foi reestruturado em Porto Alegre, onde o músico reside atualmente. 

Em 2010, a Lobo da Estepe figurou no documentário Volume Um – Em Bom Som, do DJ Jorge de Jesus, sobre as antigas bandas de Caxias.

Participe

Se você possui fotos de antigos conjuntos musicais de Caxias dos anos 1950 a 1970, envie para o e-mail rodrigolopes33@gmail.com.

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