Memória: jubileu de prata da Metalúrgica Gazola em 1957 - Cidades - Pioneiro
 

Caxias antiga08/05/2018 | 07h30Atualizada em 16/05/2018 | 17h39

Memória: jubileu de prata da Metalúrgica Gazola em 1957

Empresa celebrou 25 anos de atuação com álbum comemorativo e jantar de funcionários no Clube Juvenil

Memória: jubileu de prata da Metalúrgica Gazola em 1957 Acervo pessoal de Adauto Celso Sambaquy / divulgação/divulgação
Funcionários de diversas seções da fábrica celebraram o aniversário de 25 anos da Gazola durante jantar no Clube Juvenil Foto: Acervo pessoal de Adauto Celso Sambaquy / divulgação / divulgação

Fundada em 22 de novembro de 1932, sob a denominação inicial de Gazola Travi & Cia, a Indústria Metalúrgica Gazola celebrou seus 25 anos em grande estilo. Já consagrada no mercado nacional e internacional pela fabricação de talheres, baixelas e utensílios de cutelaria, a empresa aproveitou o jubileu de prata, em 1957, para lançar um álbum comemorativo, recontando sua trajetória.

Organizada por Walter Spalding e recheada de dezenas de fotos e ilustrações, a publicação fazia um resgate dos primórdios da colonização em Caxias, do surgimento da empresa, da evolução dos produtos e da atuação da Gazola Travi como fornecedora de material bélico para o Exército Brasileiro durante a Segunda Guerra Mundial.  Destacava, obviamente, a trajetória de seus idealizadores e principais diretores: José Gazola, Sylvio Gazola, Antonio Gazola, os primos Ivo Antonio e Lívio Cesar, além de José Ariodante Mattana.

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Parte deles esteve em um jantar comemorativo dos 25 anos no Clube Juvenil, quando participaram funcionários e diretores de várias seções do complexo fabril — em 1957, a Gazola mantinha as fábricas da Av. Júlio de Castilhos, próximo a Alfredo Chaves, e da BR-116, além do varejo e dos escritórios no Edifício Brazex.

É dessa comemoração a foto acima, disponibilizada pelo leitor e ex-funcionário Adauto Celso Sambaquy, que na época atuava na controladoria de custos da fábrica do Centro. Além dos diretores na mesa ao fundo (Mattana, José, Sylvio e Ivo Gazola), participaram do jantar Cipriano Torresini, Henrique Gazola, Armindo Gubert, Vicente Luiz Marcon e diversos outros colegas.

Vários deles também estiveram no casamento do colega José Arteche com Irany maria Boff, em 24 de setembro de 1958. São dessa festa no Recreio Guarany os dois registros abaixo, onde vê-se (em pé, a partir da esquerda) Adauto Celso Sambaquy, o tio Nestor Sambaquy, Waldemiro Menetrier, Wilhelm Sauer (pai da colunista social Margot Sauer), o noivo José Arteche, Armindo Gubert, René Schneider, Cipriano Torresini, Henrique e Vicente Luiz Marcon. A mesma trupe, junto a outros amigos, também aparece descontraída durante o jantar de casamento. 

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Adauto Celso Sambaquy (à esquerda) e colegas da Gazola no casamento de José Arteche (de gravata borboleta)Foto: Acervo pessoal de Adauto Celso Sambaquy / divulgação
Funcionários da Gazola durante a festa de casamento do colega José Arteche, em 24 de setembro de 1958Foto: Acervo pessoal de Adauto Celso Sambaquy / divulgação
Revista original integra o acervo do Memorial Gazola e do Arquivo Histórico MunicipalFoto: Rodrigo Lopes / divulgação
Álbum comemorativo relembrou a trajetória da empresa desde 1932Foto: Rodrigo Lopes / divulgação

O Memorial Gazola

Boa parte da trajetória da antiga Metalúrgica Gazola pode ser conferida no Memorial Gazola – Museu da Metalurgia de Caxias do Sul. O espaço, junto à antiga fábrica, na BR-116, preserva centenas de documentos, fotografias, catálogos, objetos de cutelaria, artefatos bélicos e material referente à participação da Gazola, Travi & Cia na Segunda Guerra Mundial, quando a empresa foi declarada de interesse militar pelo Exército Brasileiro. 

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As visitas podem ser feitas às terças e quintas, das 14h às 17h. Mais informações pelos fones (54) 3041.1511 e 98132.5438 ou pelo www.memorialgazola.com.br.

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