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Saúde04/05/2018 | 14h37Atualizada em 04/05/2018 | 14h37

Hospital de Farroupilha desiste de instalar UCI Neonatal

Sala inaugurada há dois anos foi usada para separar roupas para um brechó nesta semana

Hospital de Farroupilha desiste de instalar UCI Neonatal Divulgação/Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Farroupilha
Segundo superintendente do hospital, equipamentos e móveis comprados para UCI foram remanejados internamente Foto: Divulgação / Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Farroupilha

Dois anos após a inauguração do espaço que abrigaria a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal de Farroupilha, o Hospital São Carlos diz que não quer mais instalar o serviço. Nesta semana, o tema voltou à discussão depois de circular nas redes sociais uma foto em que aparecem roupas em cabides colocados na sala. A autoria da imagem não foi divulgada. A superintendente do Hospital São Carlos, Janete Toigo, confirma que as peças estavam no local para a triagem das doações destinadas a um brechó interno. 

Como a sala está ociosa, foi liberada para a separação de peças que seriam repassadas para pacientes, entidades ou comercializadas. A superintendente afirma que o brechó será no auditório do hospital na próxima semana. 

Com a desistência da UCI Neonatal, a utilização da sala, que teve reformas inauguradas em março de 2016, ainda está em avaliação. Segundo Janete, o custo estimado para a operação do serviço seria de R$ 750 mil por mês. 

— Não existe demanda em Farroupilha. Em um ano e dois meses que estou aqui (na superintendência), nunca teve um caso que precisaríamos. É um elefante branco — afirma Janete.

Segundo ela, móveis e equipamentos que já haviam sido comprados para a UCI foram redirecionados dentro do próprio hospital. Um exemplo são berços aquecidos que agora estão no centro obstétrico. 

A Secretária da Saúde de Farroupilha, Rosane da Rosa, diz que a desistência ainda não foi oficializada. Por isso, de acordo com ela, ainda tramita junto ao Estado a solicitação para o serviço. No entanto, a secretária avalia que a situação econômica traz dificuldade para habilitar e credenciar a UCI junto ao Estado e à União. Rosane explica que o município não pode assumir o compromisso de manter o serviço integralmente. Por isso, é favorável à decisão tomada pela superintendência do hospital.

— Nunca (o hospital) pode aceitar um serviço que vai dar prejuízo — aponta. 

A Serra não tem atualmente UCI para recém-nascidos. Hospitais de Caxias do Sul e Bento Gonçalves contam com Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatais, destinada a situações mais graves da saúde de bebês. No total, são 25 vagas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A titular da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, Solange Sonda, explica que a demanda regional é variável. Segundo ela, neste momento não há sobrecarga. Quando não há vagas na região, os pacientes são inscritos na Central de Leitos do Estado e transferidos para onde há disponibilidade. 

A implantação, primeiro de uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e depois da UCI para atendimento especializado de recém-nascidos, está na pauta de discussões políticas de Farroupilha há anos. Ainda em 2011, o então prefeito Ademir Baretta  (MDB) prometeu que a UTI Neonatal funcionaria até o final do ano seguinte. Como isso não ocorreu, em 2012, o funcionamento do serviço foi uma das principais bandeiras do então candidato de oposição e agora prefeito reeleito, Claiton Gonçalves (PDT).

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