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Sem capacitação02/05/2018 | 15h16Atualizada em 02/05/2018 | 15h16

Flagrantes de motoristas não habilitados triplicam em Caxias do Sul

De janeiro a abril, 151 condutores que nunca fizeram autoescola foram abordados em blitze da Balada Segura, contra 51 no mesmo período de 2017

Flagrantes de motoristas não habilitados triplicam em Caxias do Sul Divulgação/Divulgação
Alta de uma ano para outro foi de 196% Foto: Divulgação / Divulgação

O número de motoristas não habilitados flagrados nas blitze da Balada Segura em Caxias do Sul triplicou nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto em 2017 foram 51 abordagens, em 2018 foram 151. O aumento de 196%.

Os motoristas não habilitados nunca concluíram a autoescola, ao contrário de condutores com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa ou cassada, que não foram contabilizados. Do total de 151 autuações realizadas neste ano, 43 foram para motoristas que eram os proprietários dos veículos abordados, mas nunca fizeram a CNH. Em 2017, esse tipo de situação ocorreu em 12 abordagens — o que representa 258,3% menos dos casos. Segundo o diretor da Escola Pública de Trânsito da Secretaria de Trânsito, Carlos Beraldo, a falta de capacitação e a embriaguez ao volante estão entre fatores de maior risco no trânsito.

— As pessoas estão antes comprando o carro e depois fazendo a habilitação. Independente do preço da CNH, as pessoas não podem fazer o processo inverso. Como a pessoa não está habilitada, ela não tem o embasamento técnico necessário, se comporta do jeito que acha que é o certo, mas nem sempre é — alerta.

Quando um motorista não habilitado é abordado, duas autuações são emitidas em nome do veículo. Uma pelo condutor irregular e outra pelo empréstimo do veículo, por parte do dono, para alguém não capacitado. Se o motorista sem CNH for o dono do veículo, apenas uma autuação é emitida. A infração é considerada crime somente se houver acidente com feridos ou morte.

— Se a pessoa não é proprietária e não é habilitada, o agravante deveria ser muito maior — defende Beraldo.

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