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Sem vestígios03/05/2018 | 15h37Atualizada em 03/05/2018 | 15h37

Desaparecimento de moradores de Caxias no interior de Vacaria completa um mês

Afogamento e homicídio são as possibilidades investigadas pela Polícia Civil

Desaparecimento de moradores de Caxias no interior de Vacaria completa um mês Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Moradores de Caxias do Sul trabalhavam na construção de uma casa às margens do Rio Pelotas Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

O desaparecimento de um empresário e dois pedreiros no interior de Vacaria completou um mês nesta quinta-feira (3). Eleandro Aparecido Rodrigues de Moraes, 40 anos, Nelson Jair Soares, 44, e Alexsandro do Amaral Correa, 23, todos moradores de Caxias do Sul, foram vistos pela última vez na manhã de 3 de abril por um vizinho na localidade de Capela Caravaggio, no distrito de São Pedro. Os três trabalhavam na construção de uma casa de campo do empresário às margens do Rio Pelotas, na divisa com Santa Catarina.

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Moraes é natural de Altamira do Paraná. Ele se mudou para Caxias do Sul há mais de 10 anos e se tornou sócio-proprietário de uma funilaria. Tem esposa e dois filhos. Soares é natural de Alegria, no noroeste gaúcho, e não possui parentes em Caxias, mas, conforme informações do Jornal Pioneiro, tem uma filha adulta que mora em Canela. Correa é natural de Vacaria, é casado e, conforme o Pioneiro, tem uma enteada de um ano e quatro meses.

Policiais e bombeiros encontraram apenas um barco à deriva no leito do rio e um remo. No acampamento erguido pelos trabalhadores, havia comida estragada, mas nenhum sinal de violência. Os celulares dos dois pedreiros foram encontrados dentro das bolsas deles, no acampamento. Já o celular do empresário nunca foi encontrado. Os três homens haviam se deslocado a Vacaria em uma caminhonete do empresário e o veículo permaneceu no local. 

O desaparecimento foi registrado pela família de Moraes no final do dia 04 de abril e as buscas iniciaram no dia seguinte. Elas se estenderam por cerca de duas semanas por água, terra e ar, mas nenhum vestígio foi encontrado. Com o tempo transcorrido, na hipótese de afogamento, os corpos já deveriam ter vindo a superfície. Conforme o delegado Anderson Silveira de Lima, existe uma possibilidade de que os corpos tenham ficado submersos em função de galhos e árvores existentes no fundo do rio, que inundou a área em função de uma barragem. O delegado aponta, no entanto, que é improvável que isso tenha ocorrido com os três homens.

Além do afogamento, a outra hipótese é que os homens tenham sido mortos, mas não foi encontrada nenhuma evidência que reforçasse essa possibilidade. O delegado afirma que todas as pessoas com alguma relação com os desaparecidos foram ouvidas.

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