Revisão das gratuidades e manutenção de empresa única são defendidas para licitação do transporte coletivo de Caxias - Cidades - Pioneiro
 

Audiência pública09/04/2018 | 22h00Atualizada em 09/04/2018 | 22h00

Revisão das gratuidades e manutenção de empresa única são defendidas para licitação do transporte coletivo de Caxias

Novo edital para o serviço será lançado em 2020

Revisão das gratuidades e manutenção de empresa única são defendidas para licitação do transporte coletivo de Caxias Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Ocorreu na noite desta segunda-feira (9) a última audiência pública promovida pela Associação dos Usuários do Transporte de Passageiros de Caxias do Sul (Assutran) para discutir a concessão do transporte coletivo de Caxias do Sul de 2020.

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O evento foi promovido com a ideia de ouvir o que a população quer para o novo contrato do serviço de locomoção. O plenário da Câmara estava repleto de lideranças comunitárias, que cobraram da prefeitura mais atenção com o transporte coletivo. 

O titular da Coordenadoria de Relações Comunitárias, Claudir Bittencourt, que representava o Executivo, disse que levaria as demandas à Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade. 

A Assutran convidou dois palestrantes para iniciar o debate. O primeiro a falar foi Edson Marchioro, ex-secretário Municipal de Trânsito na gestão de Pepe Vargas (PT). Ele ressaltou a importância da criação de um plano municipal de mobilidade urbana e disse que é necessário rever as gratuidades no transporte coletivo de Caxias, já que, por não considerarem critérios de renda para a seleção dos beneficiários, acabam penalizando todos os passageiros com o aumento da tarifa.  

A seguir, Fernando Dutra Michel, professor de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ex-diretor da  Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC), disse que o novo contrato deve ouvir as demandas dos passageiros. Ele também  tentou desmistificar a crença de que a concorrência entre empresas seria mais eficiente do que a atuação de uma única companhia de transporte no município.

— O preço da tarifa se dá pelos custos sobre o número de passageiros. Empresas concorrentes brigariam pelo mesmo público e ficaria mais caro para todos. As empresas precisam competir para conseguir o contrato (de concessão). Depois, a vencedora tem que ser altamente regulada pelo poder público — defendeu. 

Após as falas, os presentes puderam expor suas demandas para o transporte público de Caxias. As sugestões vão integrar um ofício a ser encaminhado ao prefeito Daniel Guerra (PRB) para auxiliar na elaboração do novo edital de licitação, que será lançado daqui a dois anos.

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