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Caxias antiga16/04/2018 | 07h30Atualizada em 16/04/2018 | 07h30

Memória: eletrônica de Olímpio Paganin em 1968

Estabelecimento fundado por Olímpio Paganin há 50 anos notabilizou-se no conserto de rádios, televisores e aparelhos de som

Memória: eletrônica de Olímpio Paganin em 1968 Acervo de família / divulgação/divulgação
Olímpio Paganin (á direita) e funcionários da oficina consertando um televisor em 1968, nos primórdios da loja Foto: Acervo de família / divulgação / divulgação

Quando se fala em conserto de rádios, televisores e aparelhos de som em Caxias do Sul, a antiga Eletrônica Paganin é imediatamente lembrada, assim como as lojas fundadas pelas famílias Menegotto e Caldart. Com o falecimento, na última semana, do empresário Olímpio Paganin, a cidade fica órfã de uma referência nos serviços de eletroeletrônicos – cuja trajetória acompanhou o surgimento e a consolidação da TV a partir dos anos 1960.     

Olímpio Paganin nasceu em Flores da Cunha no dia 17 de abril de 1938. Conforme informações disponibilizadas pela família, desde pequeno o empresário já demonstrava curiosidade pelos rádios – o primeiro foi montado após o jovem receber as peças de um curso feito por correspondência.

No final da década de 1950, seu Olímpio chegou a Caxias do Sul para trabalhar como técnico eletrônico. Pouco tempo depois, quando a televisão começava a se popularizar e tornar-se item fundamental nos lares de todo país, o jovem decidiu empreender. Surgia aí, em 1968, o negócio próprio, localizado na Rua Marquês do Herval, entre a Sinimbu e a Os Dezoito do Forte. Era lá que seu Olímpio vendia, instalava e consertava rádios, vitrolas, aparelhos de som e, principalmente, televisores.

É da inauguração da loja, há 50 anos, a sequência de abaixo, onde vemos o empresário recepcionando o bispo Dom Benedito Zorzi e diversos outros convidados.

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Olímpio Paganin e a esposa Clari Paganin (à direita) durante a inauguração da loja, em 1968Foto: Acervo de família / divulgação
Olímpio Paganin recepciona os convidados da nova loja em 1968, no endereço da Rua Marquês do Herval, entre a Sinimbu e a DezoitoFoto: Acervo de família / divulgação
Clari e Olímpio Paganin durante a inauguração da loja, em 1968. À esquerda, o bispo Dom Benedito Zorzi, que benzeu as instalações Foto: Acervo de família / divulgação
Olímpio Paganin (de perfil, ao centro) recepciona o bispo Dom Benedito Zorzi e os convidados em 1968Foto: Acervo de família / divulgação

O Centro Técnico Eletrônico Paganin

Nas imagens abaixo, a inauguração do Centro Técnico Eletrônico Paganin, em 1978, com o empresário junto à esposa, Clari Paganin. A solenidade contou com a presença dos diretores das multinacionais National, Sony e Philco, que o empresário representava.

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A inauguração do Centro Técnico Eletrônico, em 1978, com a presença dos diretores das multinacionais National, Sony e PhilcoFoto: Acervo de família / divulgação
Olímpio e Clari Paganin em 1978, durante a inauguração do Centro Técnico Eletrônico PaganinFoto: Acervo de família / divulgação

O avanço

A empresa fundada em 1968 evoluiu rápido – e passou a atuar em outras frentes. Graças ao interesse por circuitos eletrônicos e tecnologia, a partir da década de 1970, seu Olímpio foi atraído por um novo e intrigante assunto: os estudos russos e americanos para o uso da eletrônica na medicina e na estética.

No final da década de 1980, já contando com a participação da esposa Clari Paganin nos negócios, seu Olímpio decidiu criar um segmento dedicado à pesquisa, buscando desenvolver produtos inovadores ligados à saúde.

Surgia a Tonederm, empresa brasileira fabricante de equipamentos para estética, medicina estética e podologia, responsável também por treinar profissionais no Brasil e nos principais países da América Latina.

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Paganin (em pé) junto a funcionários na oficina de consertos, por volta de 1968Foto: Acervo de família / divulgação
Paganin (em pé, ao fundo) junto a funcionários na oficina de consertos, por volta de 1968Foto: Acervo de família / divulgação

Filmes sociais

Na década de 1980, Olímpio Paganin também fundou uma empresa de produção audiovisual, a Video Color Paganin. Foi o período em que registrou e editou centenas de filmes sociais e de empresas da região, com os então modernos equipamentos de VHS.

A família

Olímpio Paganin faleceu no último dia 9 de abril, de complicações decorrentes de um AVC sofrido em 2017. Ele deixa a esposa, Clari Lorenzoni Paganin, e os filhos Patricia e Cristiano, que seguem dedicados à empresa fundada pelo pai há 50 anos. O empresário completaria 80 anos nesta terça, dia 17. 

A missa de sétimo dia ocorre nesta segunda (16), às 19h, na Catedral Diocesana.

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