Memória: Avenida Júlio de Castilhos em 1968 - Cidades - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Caxias antiga23/04/2018 | 07h30Atualizada em 23/04/2018 | 07h30

Memória: Avenida Júlio de Castilhos em 1968

Lançamento do coletivo Viva.Cidade traz à tona questões como preservação do patrimônio histórico e intervenções urbanas, além de dialogar com a identidade e a ocupação dos espaços públicos 

Memória: Avenida Júlio de Castilhos em 1968 Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação/divulgação
Memória urbana: a Av. Júlio de Castilhos, captada a partir da esquina com a Borges de Medeiros Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação / divulgação

A solenidade oficial de lançamento do coletivo Viva.Cidade, na última semana, em Caxias do Sul, coroou uma proposta que já vem sendo discutida há tempos — não só por aqui, mas em todo grande centro urbano que se preocupa com a qualidade de vida de seus habitantes.

Dialogando com questões como a preservação do patrimônio histórico, a ocupação dos espaços públicos e a noção de pertencimento, o projeto busca congregar profissionais de áreas de Arquitetura, Urbanismo, Design, Sociologia, Psicologia e Comunicação. Tanto que duas recentes publicações, organizadas por integrantes do Viva.Cidade, trataram de jogar luzes sobre esses conceitos. 

O livro [Re]descobrir, do movimento Limpa Caxias, encampado pelo designer Tiago Fiamenghi, abarcou um amplo debate sobre a questão da poluição visual e a riqueza arquitetônica escondida por trás de placas e banners publicitários. Já o álbum Treze, organizada pela arquiteta Jessica De Carli, partiu da história dos 50 anos do bar fundado pelo avô, Sady De Carli, em 1967, para transcender temas como memória e identidade, projetando uma Caxias do futuro. 

Sady De Carli e as origens do Bar 13

É olhando para trás, aliás — e constatando o que a cidade perdeu em termos de edificações históricas e de sua identidade —, que a coluna Memória soma-se informalmente a esse time. Não apenas para recordar do que já não existe mais, mas para tentar alertar sobre o que restou e precisa ser preservado — seja de patrimônio material ou imaterial.

Estamos juntos!

Leia mais:
Mercadinho do Povo, na Av. Júlio, em 1947
Interiores da Loja Magnabosco nos anos 1950
Família de Raymundo Magnabosco em 1946
Casa Prataviera: um ícone do Centro
Casa Prataviera: o centenário do empresário Francisco Alberti
Ary De Carli: um anúncio e uma foto premiada em 1955
Lojas Renner: a visita da Miss Brasil em 1961  
Varejo do Eberle, um clássico do Centro
Restaurante Quitandinha na Av. Júlio nos anos 1950
Bomboniére Maratá em 1943
Lembranças da antiga Joalheria Beretta 

Av. Júlio, 1968: o prédio do Bar 13 (ainda com apenas quatro andares), o sobrado da Tapeçaria Rio, o Edifício Brazex e o Edifício Paraíso (ao fundo)Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Av. Júlio, 1968: o prédio da Óptica City, os sobrados que cederam espaço ao Banco Safra, o Edifício Nancy e o Edifício Balen, na esquina com a Alfredo Chaves (ao fundo)Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Os antigos sobrados que foram demolidos para a construção do Banco Safra, em meados dos anos 1980Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

Caxias de ontem para projetar a do amanhã

Nas imagens desta página, três momentos da Av. Júlio de Castilhos, no trecho entre as ruas Borges de Medeiros e Alfredo Chaves, onde o Bar 13 surgiu em 1967 e permanece até hoje, como um ponto de referência e identidade. As fotos integraram a curadoria fotográfica realizada para o livro.  

Na primeira, a avenida captada a partir da Borges de Medeiros por volta de 1968. À esquerda, vemos o recém-inaugurado Edifício Galeria Adelaide (desde sempre conhecido como o prédio do Bar 13), ainda com apenas quatro andares, fazendo vizinhança com a não menos lembrada Tapeçaria Rio e a loja da família Zatti. À direita, o simpático prédio da Óptica City, outro clássico estabelecimento do trecho. A imagem traz ainda os antigos sobrados que cederam espaço ao Banco Safra (à direita), a Brazex e os então moderníssimos edifícios Nancy e Paraíso, na esquina com a Guia Lopes (ao fundo).

Abaixo, o mesmo trecho, agora captado a partir da Rua Alfredo Chaves, provavelmente da cobertura do Edifício Brazex, por volta de 1961. Por fim, o antigo Banco da Província, demolido no final da década de 1960 para ceder espaço ao Edifício Província, no meio da quadra.

Vários destes prédios já tiveram sua história recordada pela coluna Memória. Confira os links abaixo:

O Edifício Caixa de Fósforo e a clássica formiguinha
Inauguração da Brazex em 1952
Miss Brasil visita a Brazex em 1958
Banco da Província, na Júlio: evolução e demolição
Ferragem Caxiense em 1947
Um trecho da Av. Júlio recheado de histórias
Centro antigo: Caxias nos tempos do velho Calçadão
Caxias de antigamente em cartões-postais
A demolição da Vinícola Mosele em 1981

Leia mais:
Lojas Caldart no Palacete Raabe em 1967
Mansão Raabe: cinzas e ruínas no Carnaval de 1990
Mansão Raabe: registro inédito do fim de um palacete 

A Av. Júlio captada a partir da Rua Alfredo Chaves por volta de 1961. Ao fundo, o relógio do Eberle (à esquerda) e o mítico Caixa de Fósforo (à direita), ainda em construçãoFoto: Acervo Facebook Caxias do Sul - Fotos Antigas / divulgação
O antigo Banco da Província do RS, em meados dos anos 1950Foto: Studio Geremia, acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

O Viva.Cidade

As ações do Viva.Cidade: Laboratório de Ativações Urbanas serão divulgadas pelas redes sociais. Conforme a adesão da comunidade, serão criado grupos de trabalho para realizar as intervenções urbanas, em parceria com universidades, faculdades, poder público e iniciativa privada.

 Leia mais:
Evento Viva.Cidade discute o desenvolvimento urbano de Caxias  

Confira outras publicações da coluna Memória
Leia antigos conteúdos do blog Memória   

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros