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Buscas no Rio Pelotas17/04/2018 | 13h20Atualizada em 17/04/2018 | 13h20

Após duas semanas, segue mistério sobre desaparecimento em Vacaria

Última vez que moradores de Caxias do Sul foram vistos foi no dia 3 de abril

Após duas semanas, segue mistério sobre desaparecimento em Vacaria Diogo Sallaberry/Agencia RBS
O helicóptero da Polícia Civil fará um novo sobrevoo de baixa altura no local nesta quarta-feira (18) Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Após duas semanas, o desaparecimento de três moradores de Caxias do Sul na localidade de Capela Caravaggio, interior de Vacaria, permanece um mistério para as autoridades. Os pedreiros Nelson Jair Soares, 44, e Alexsandro do Amaral Correa, 23, e o empresário Eleandro Aparecido Rodrigues de Moraes, 40 anos, trabalhavam na construção de uma casa de campo do empresário às margens do Rio Pelotas. Eles foram vistos pela última vez há exatos 14 dias, na manhã de 03 de abril, por um vizinho que mora a cerca de 2 quilômetros do local da obra.

As buscas começaram no dia 05, após a família do empresário ter registrado ocorrência na Polícia Civil. A principal hipótese da Polícia é de que os três tenham se afogado no Rio Pelotas. No entanto, foi encontrado no rio de águas calmas, ainda no primeiro dia de buscas, apenas um pequeno barco à deriva e um remo um pouco adiante. No acampamento de madeira erguido pelos trabalhadores, havia apenas comida estragada e nenhum sinal de violência.

Conforme o delegado de Vacaria, Anderson Silveira de Lima, a única outra hipótese, além do afogamento, é de assassinato. No entanto, fora o desaparecimento dos homens em si, não há nenhum outro indício que aponte para essa possibilidade. O delegado comenta que não houve roubo, já que no local ainda havia celulares e dinheiro. O veículo do empresário, com o qual os três homens se deslocaram de Caxias para Vacaria, permanecia no local.

Durante as buscas, os bombeiros percorreram por terra, com cães farejadores, um raio de cinco quilômetros de cada lado da margem do rio a partir do ponto da casa em construção. Pelo leito do rio, bombeiros e policiais fizeram buscas de barco. Mergulhadores também participaram da operação, e foi empregado até um helicóptero da Polícia Civil, que fez sobrevoos nas imediações. 

O delegado afirma que, pelas informações dos bombeiros, os corpos, no caso de afogamento, deveriam vir à tona no máximo 12 dias depois. Não há registro histórico de um tempo superior a isso.

O tenente-coronel Ederson Albuquerque Cunha, comandante do 5º Batalhão de Bombeiros, que abrange a Serra Gaúcha, afirma que será feita uma avaliação em conjunto com a Polícia Civil sobre a permanência ou não dos bombeiros nas buscas. No momento, os trabalhos por parte dos bombeiros prosseguem pelo menos até esta quarta-feira (18). O comandante explica que há uma preocupação também com o atendimento dos bombeiros na área urbana. 

Durante a mobilização, os profissionais que atuam em Vacaria recebem horas-extras, o que pode limitar a sua atuação na cidade. Considerando que não apareceram corpos no rio até agora, Cunha comenta que é possível que os homens estejam enterrados nas imediações. 
O helicóptero da Polícia Civil fará um novo sobrevoo de baixa altura no local nesta quarta-feira. A varredura será feita de cada lado da margem do rio, percorrendo um raio de cinco a 10 quilômetros, de forma semelhante a sobrevoos anteriores.

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