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Despedida ao empresário05/03/2018 | 14h59Atualizada em 05/03/2018 | 15h14

Últimas homenagens a Raul Randon destacam simplicidade e preocupação com os pobres

Comunidade, amigos e familiares deram adeus ao empresário na manhã desta segunda na Igreja São Pelegrino

Últimas homenagens a Raul Randon destacam simplicidade e preocupação com os pobres Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

A manhã desta segunda-feira foi de despedida ao empresário Raul Randon, um dos maiores empreendedores que Caxias do Sul já teve em toda a história da cidade. Em cerimônia realizada na Igreja São Pelegrino, amigos, familiares e a comunidade em geral destacaram a simplicidade do fundador do grupo Randon e a preocupação que ele tinha com as pessoas.

O velório foi aberto ao público por volta das 7h45min, cerca de uma hora depois da chegada do corpo. Além das pessoas mais próximas à família, funcionários das empresas Randon e pessoas da comunidade também puderam se aproximar do corpo do empresário. Aos poucos, o número de pessoas aumentou a ponto de lotar a igreja para a missa, que teve início às 10h.

A celebração foi conduzida pelo bispo de Caxias do Sul, Dom Alessandro Ruffinoni e por outros padres de Caxias do Sul.

Velório Raul Randon
Velório foi aberto ao público por volta das 7h45minFoto: André Fiedler / Agência RBS

- Nos oito anos que conheço ele, percebi sua fé, sua simplicidade. Quando cheguei a Caxias, como bispo, na minha mesa veio da família (de) Raul um ramalhete de flores muito bonito - destacou o bispo.

Já Frei Jaime Bettega lembrou que a morte de Randon, no último sábado (3), ocorreu no dia em que o empresário completou 62 anos de casado com Nilva Randon. O casal teve cinco filhos.

- Ele sempre olhou para as pessoas, especialmente as mais humildes - lembrou.

Durante a cerimônia, Roseli, filha de Randon, falou em nome da família e lembrou dos últimos meses, em que a saúde do pai começou a piorar.

- Durante todos os dias que convivemos no hospital, ele deu muitos ensinamentos. Foram três meses de muita luta pela vida. Muitas vezes ele questionava, quando estava pior, se já era hora, mas ele dizia que ainda tinha muito para fazer. Nos últimos dias ele estava lúcido e tranquilo. Aos médicos, em São Paulo, ele pedia 'você sabe o que é Deus?'. E respondia, Deus está aqui, ele é energia - disse a filha.

Já no fim da cerimônia, dois funcionários dobraram uma bandeira do grupo Randon que estava sobre o corpo e entregaram ao filho mais velho, David. O ato foi acompanhado por um quarteto do projeto social Florescer, idealizado pelo empresário.

A missa terminou com a despedida da família em meio ao clima de comoção. O corpo saiu da igreja carregado por filhos e netos. Em seguida, foi levado até o Crematório São José, que fica em São Virgílio da 6ª Légua, no interior de Caxias do Sul, onde uma última despedida estava marcada para o meio-dia. O cortejo passou por ruas da área central de Caxias.

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Duas missas de sétimo dia já estão marcadas. Uma é no próximo sábado (10)às 18h, na igreja do bairro Pio X e a outra será domingo (11), às 17h, na igreja São Pelegrino.

Amigos e empresários participam das despedidas de Raul Randon

Desde a tarde de domingo, nomes representativos da indústria e da economia da Serra, Estado e país foram prestar homenagens ao fundador do grupo Randon. Chamou atenção ainda no domingo (4) durante o velório, no Memorial São José, a presença de Eugênio Farina, seu Geninho, com mais de 90 anos, presidente emérito da Todeschini. Na manhã desta segunda, Lourenço Castellan, presidente da móveis Florense e amigo da família, também participava da despedida.

O dono da rede de supermercados Andreazza, que junto com Marcopolo e Randon é um dos empresários que mais empregam pessoas em Caxias, também esteve no velório na igreja de São Pelegrino. Jaime Andreazza tem 2,8 mil trabalhadores e destacou como o legado de Raul Randon o empreendedorismo, a valorização das pessoas e o trabalho social.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, Gilberto Petry, veio de Porto Alegre prestar solidariedade à família e ressaltou a inquietação para os negócios do fundador da Randon.

— Mesmo depois dos 80 anos, ele estava sempre pensando em novos negócios. Da última vez que o encontrei, no final do ano passado, estava comemorando a abertura de novas lojas— recorda Petry.

Clóvis Tramontina e Adelino Colombo também salientaram ao jornal Pioneiro a perda de um ícone da indústria e uma pessoa humilde na essência. Presidente, ex-presidentes e diretoria da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) também marcaram presença, assim como representantes de outras entidades e instituições da cidade, como o reitor da Universidade de Caxias do Sul, Evaldo Kuiava.

O governador José Ivo Sartori chegou por volta das 11h, vindo de Não-me-toque, onde participou da abertura da Expodireto. Ao fim da missa, lembrou que quando chegou a Caxias, as empresas Random ainda estavam em fase embrionária.

— Embora ele tenha nascido em Santa Catarina, acho que pouco amaram tanto esta terra — disse Sartori.

O prefeito Daniel Guerra (PRB), o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) e o ex-senador Pedro Simon (MDB) também estiveram presentes.

 
 
 

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