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Imigração italiana01/03/2018 | 07h30Atualizada em 02/03/2018 | 18h51

Memória: encontro internacional da família Bigolin em Pinto Bandeira

Descendentes celebram uma história iniciada em 1883, com a chegada ao Brasil do italiano Pedro Antonio Bigolin 

Memória: encontro internacional da família Bigolin em Pinto Bandeira Acervo família Bigolin/divulgação
Década de 1920: o casal Isidoro e Anna e os filhos José, João, Luiz, Angelo, Maria, Geronimo, Luiza, Gema, Antonio, Severino, Giglio, Ernesto, Pedro e Tereza Foto: Acervo família Bigolin / divulgação

O município de Pinto Bandeira terá sua atenção voltada a uma programação que cultua os antepassados e a memória da família Bigolin, mas também projeta o futuro e a manutenção desse rico legado. Uma reunião de descendentes e a inauguração de um museu temático integram o 6º Encontro Internacional da Família Bigolin, neste sábado e domingo (3 e 4 de março). Serão mais de 600 participantes, oriundos da Itália e de 11 estados do Brasil, num total de 71 municípios.

Tudo para recordar de uma trajetória iniciada lá em 1883. Foi quando o marceneiro italiano Pedro Antonio Bigolin partiu da comuna de Arcade, na província de Treviso, rumo ao Brasil em busca de trabalho. Nascido em 1832, Bigolin migrou aos 40 anos, já casado com Luigia Betiol e contando quatro filhos: Antonia, 19 anos; Luiz, 15; Giacomo (João), 12; e Isidoro (sete) – o quinto da prole, Isidoro Vittorio, faleceu aos cinco anos, em 1872.

Saída do porto de Gênova a bordo do navio Colombo em 29 de novembro de 1883, a família chegou ao Rio de Janeiro quase um mês depois, em 20 de dezembro, já sem o filho Luiz – ele teria adoecido no navio e seu corpo, jogado em alto-mar. Já no Rio Grande do Sul, os Bigolin estabeleceram-se na antiga colônia Dona Isabel (Bento Gonçalves) em 7 de janeiro de 1884.

Porém, de todos os irmãos, apenas o caçula Isidoro permaneceu em Pinto Bandeira. Foi no antigo distrito de Bento Gonçalves que ele casou-se com Anna Cantele, nascendo dessa união 14 descendentes: Pedro, Geronimo, Luiz, Angelo, Luiza, Maria, João, José, Tereza, Antonio, Ernesto, Gema, Giglio e Severino.

Isidoro Bigolin: o menino do brinco de ouro

Na foto acima vemos o casal Isidoro e Anna e os filhos por volta de 1920. Na fila de trás, em pé, estão os irmãos José, João, Luiz e Angelo. À frente, a partir da esquerda, vemos Maria, Geronimo, Luiza, Gema, Antonio, a matriarca Ana com o filho Severino no colo, Giglio, o patriarca Isidoro, Ernesto, Pedro e Tereza.

Na imagem abaixo, o mesmo casal, Isidoro Bigolin e Anna Cantele, agora com os 41 netos, frutos da união dos 14 filhos.

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O casal Isidoro Bigolin e Anna Cantele (sentados ao centro) com os 41 netos, nos anos 1930.
Terceira geração: Isidoro Bigolin e a esposa Anna Cantele com os 41 netos, em Pinto BandeiraFoto: Acervo família Bigolin / divulgação

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Informações desta coluna são uma colaboração do padre Izidoro Bigolin, que leva o mesmo nome do bisavô. Contatos do encontro:

:: Padre Izidoro Bigolin:  (54) 99985.8400
:: Odacir Bigolin: (54) 99979.0312
:: Adriana Bigolin: (54) 99923.3919

Familia de Pedro Antonio Bigolin e Luigia Betiol. Da esquerda para a direita estão Giacomo Bigolin e a esposa com os filhos. Em pé, atrás, Antonia Bigolin com Caetano Paese (filha segurando na mão). À direita, o casal Pedro Antônio Bigolin e Luigia Betiol com o filho Isidoro.
Primórdios: Giacomo Bigolin e a esposa com os filhos. Em pé, atrás, Antonia Bigolin com Caetano Paese e a filha. À direita, o casal Pedro Antônio Bigolin e Luigia Betiol com o filho IsidoroFoto: Acervo família Bigolin / divulgação

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