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Caxias antiga20/03/2018 | 07h30Atualizada em 20/03/2018 | 07h30

Memória: carros de praça na década de 1930

Em 1926, Caxias já contava com 14 automóveis para o serviço de transporte de passageiros

Memória: carros de praça na década de 1930 Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami/divulgação
Rua Marquês do Herval em 1930: sequência de veículos a motor para o serviço de transporte de passageiros, cujos condutores atendiam por chofers de praça Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

O serviço de táxi devidamente organizado e registrado em Caxias remete à década de 1920, quando os veículos eram conhecidos pela denominação carros de praça. À época, o então "Regulamento de Veículos" da antiga Intendência Municipal determinava as normas de circulação e a tabela de cobrança pelas corridas – algo que já ocorria informalmente e sem muito controle desde meados de 1910.

Conforme informações do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami, os primeiros carros circulavam com "sistema de tração animal". Em 1920, por exemplo, Caxias contava com 25 modelos nessa modalidade. Desses, 23 atuavam na área central, no serviço público, e dois na então Vila de Galópolis, como particulares.

Já os primeiros registros de carros de praça a motor datam de 1925. Segundo os registros da administração pública, naquele ano Caxias contava com cinco automóveis para serviço de transporte de passageiros. Um ano depois, em 1926, esse número saltava para 14, além de 226 automóveis de particulares, classificados como "Auto" ou "Baratinha" no item "modelo" – abrangendo as marcas Ford, Fiat e Chevrolet.

Na foto acima, os pioneiros carros de praça a motor estacionados na Rua Marquês do Herval, defronte à Praça Dante Alighieri, por volta de 1930. À direita, uma das primeiras bombas de "venda de gasolina a varejo" instaladas no centro da cidade.  Entre as construções ao fundo, o antigo casarão e a casa de comércio da família Pezzi (atual Edifício Dona Ercília), o Bispado e a Catedral Diocesana, ainda com as escadarias frontais. Tudo em uma Caxias prestes a receber pavimentação.  

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Carta de condutor de automóvel, expedida pela Diretoria de Trânsito de Caxias em 1926
Carta de condutor de automóvel concedida pela Diretoria de Tráfego em 1926Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

As licenças para condutor

Outra curiosidade do acervo público são as licenças. Na década de 1930, a então Diretoria de Tráfego expedia cartas de Condutor de Automóvel, nas quais constava a observação "foi julgado apto para conduzir veículo de tração a motor". Entre os condutores, a profissão aparecia identificada como comerciante, mecânico e/ou "chauffeur".

Carta de condutor de automóvel, expedida pela Diretoria de Trânsito de Caxias em 1926
Carta de condutor de automóvel concedida pela Diretoria de Tráfego em 1926Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

Parceria com o Arquivo Histórico Municipal

As informações desta coluna são uma colaboração do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami e foram publicadas originalmente no Facebook da instituição. Todas as terças e sextas, a página "Arquivo Histórico Municipal" traz fotos, curiosidades e drops históricos, contextualizados a partir do acervo de fotografias, documentos e informações apuradas pela equipe de servidores municipais. 

Na imagem abaixo, de 1915 aproximadamente, vemos alguns carros de praça de tração animal em frente ao prédio que foi sede dos cinemas União, Iris e Coliseu, localizado na Av. Júlio de Castilhos, entre as ruas Alfredo Chaves e Borges de Medeiros (nas imediações da Imobiliária Bento Alves). À direita, a funilaria de Augusto Hübner.

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Alguns carros de praça de tração animal em frente ao prédio que foi sede dos cinemas União, Iris e Coliseu, localizado na Av. Júlio de Castilhos, entre as ruas Alfredo Chaves e Borges de Medeiros (nas imediações da Imobiliária Bento Alves). À direita, a funilaria de Augusto Hübner.
Carros de tração animal em frente à antiga sede do Cinema União, na Av. Júlio, por volta de 1915Foto: Domingos Mancuso / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Fábrica de Carros Vicente Argenta

Durante todo o ano de 1911, o jornal "O Brazil" veiculou propagandas da Fábrica de Carros Vicente Argenta, localizada na então Rua Júlio de Castilhos, 115-A. Eram veículos para tração animal.

Anúncio da fábrica de carros de Vicente Argenta em 1911.
Anúncio de 1911 no jornal O BrazilFoto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Anúncio da fábrica de carros de Vicente Argenta em 1911.
Anúncio da fábrica de Vicente Argenta em 1911Foto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação
Anúncio da Cocheira Piccoli e seus carros de praça de tração animal em 1911.
Anúncio de 1911 da lendária Cocheira Piccoli, com seus carros e animais para transporteFoto: Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami / divulgação

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