Memória: as bodas de diamante de Aloísio e Otília Parmeggiani - Cidades - Pioneiro

Versão mobile

 

Caxias antiga07/03/2018 | 07h30Atualizada em 07/03/2018 | 07h30

Memória: as bodas de diamante de Aloísio e Otília Parmeggiani

Casal celebrou os 60 anos de casamento, realizado em 15 de fevereiro de 1958 na Igreja de São Romédio

Memória: as bodas de diamante de Aloísio e Otília Parmeggiani Acervo de família/divulgação
Padre Ernesto Brandalise abençoa os noivos Aloísio e Otília em 15 de fevereiro de 1958, em São Romédio Foto: Acervo de família / divulgação

O dia 15 de fevereiro é recheado de significados para o casal Aloísio Edgar Parmeggiani e Otília Mafalda Mezzomo, a dona Mafalda. Foi nesta data que, há 60 anos, Aloísio e Mafalda casaram, na Igreja de São Romédio. Foi também naquele longínquo 15 de fevereiro de 1958 que os pais de Aloísio, Olindo Parmeggiani e Mercedes Kahler, celebraram as bodas de prata, pelo 25 anos de uma união iniciada em 1933.  Todas essas histórias foram recordadas no último dia 3, quando seu Aloísio e dona Mafalda, acompanhados de familiares a amigos, celebraram as bodas de diamante com uma missa seguida de almoço no salão da Igreja Bom Pastor.

Aloísio Edgar Parmeggiani nasceu no dia 23 de agosto de 1934, na comunidade de São Rafael,  em Nova Palmira. Aos 83 anos, é o primogênito do casal Olindo e Mercedes, que teve ainda outros sete filhos: Maria, Anastácia, Genoveva (a artista plástica Genoveva Parmeggiani Finkler), Erasmo, Padre Abramo (da Congregação dos Irmãos Paulinos), Elizabete e Macário.

Durante a infância, Aloísio teve participação direta nas tarefas do dia a dia ao lado dos pais: fazia pasto, buscava água da vertente, procurava lenha no mato, entregava leite nas redondezas e auxiliava nas festas da Igreja dos Capuchinhos. Herdou de Olindo e Mercedes o cuidado com os animais, dedicando-se à criação de cabras e ovelhas. Já o gosto por pescar e acampar era dividido com o aprendizado da língua de origem da mãe, o alemão.

Aos 22 anos, em 1956, o jovem iniciou a vida profissional na Importadora de Ferragens Triches, onde foi admitido, justamente, por falar alemão. Durante 34 anos, trabalhou no setor de tintas. Já a esposa atuou por 27 anos na Tecelagem Scavino Betussi. Nascida em 18 de agosto de 1933, em São Martinho da Segunda Légua, dona Mafalda é a primogênita do casal Vitório Abel Mezzomo e Tereza Dalla Rosa Mezzomo, pais também de Alcides, Renilda e Geni. 

Seu Aloísio e dona Mafalda tiveram dois filhos, Elisa e Luiz Carlos, que lhe deram ainda dois netos: Mauricio e Felipe. Na foto acima, o casamento de Aloísio e Mafalda, cuja cerimônia foi conduzida pelo padre Ernesto Brandalise na Igreja de São Romédio. Na foto abaixo, o casal posa para as lentes de Ulysses Geremia, no famoso endereço da Av. Júlio de Castilhos, 1.872. 

Leia mais:
Memórias do antigo Studio Geremia
Studio Geremia: parceiro da coluna Memória
Maio: mês para recordar das noivas
São Romédio, talian e as origens de Caxias do Sul
Os 140 anos de São Romédio
Lembranças de São Romédio por seus antigos moradores
Família Tessari e as lembranças de São Romédio da Quinta Légua

O dia 15 de fevereiro é recheado de significados para o casal Aloísio Edgar Parmeggiani e Otília Mafalda Mezzomo, a dona Mafalda. Foi nesta data que, há 60 anos, Aloísio e Mafalda casaram, na Igreja de São Romédio, sob as bênçãos do padre Ernesto Brandalise. na foto, Aloísio e Otília, a dona Mafalda, no Studio Geremia.
Otília e Aloísio Parmeggiani e o clássico registro de noivos no Studio Geremia Foto: Studio Geremia / acervo de família,divulgação

Colônia no bairro São Leopoldo

Conforme informações disponibilizadas pela família, em 1937 os Parmeggiani emigraram de Nova Palmira para uma colônia comprada por Olindo próxima do centro de Caxias, o hoje populoso bairro São Leopoldo. Era o lote ao lado da Escola Jesus Bom Pastor (Pastorinhas).

Na casa de madeira construída por Olindo, e posteriormente uma de alvenaria erguida ao lado, a família foi aumentando e vendo a pequena Caxias crescer. Tanto que, em 1952, a novíssima Avenida São Leopoldo cortou ao meio as terras dos Parmeggiani. 

Era o progresso se avizinhando com a então colônia – e é no casarão construído em frente às Pastorinhas, próximo aos Móveis Knob, que o casal reside até hoje.

Leia mais:
Inauguração da Avenida São Leopoldo em 1952
Estátua da Liberdade: um símbolo da Praça dante desde 1952
Mirante do Parque dos Macaquinhos em 1965
Os antigos quiosques da Praça Dante Alighieri
Um coreto no coração da Praça Dante Alighieri
Parque Cinquentenário e a trajetória de Domenico Tronca 

O dia 15 de fevereiro é recheado de significados para o casal Aloísio Edgar Parmeggiani e Otília Mafalda Mezzomo, a dona Mafalda. Foi nesta data que, há 60 anos, Aloísio e Mafalda casaram, na Igreja de São Romédio, sob as bênçãos do padre Ernesto Brandalise. Na, Aloísio e Otília, a dona Mafalda, na Foto Itália.
Bodas de diamante: dona Mafalda e seu AtílioFoto: Foto Itália / acervo de família,divulgação

A avenida

Entre 1951 e 1952, Olindo Parmeggiani, pai de Aloísio,  doou a faixa de terras da família para a abertura da Avenida São Leopoldo.No início de 1970, o governo municipal desapropriou parte das terras de Olindo para construir o Colégio Maria Luiza Rosa.

O legado de Maria Luiza Rosa na educação caxiense

Confira outras publicações da coluna Memória
Leia antigos conteúdos do blog Memória  


 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros