Cachorra é resgatada de rapel após cair em cânion de São José dos Ausentes - Cidades - Pioneiro

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Socorro animal13/03/2018 | 09h39Atualizada em 13/03/2018 | 09h42

Cachorra é resgatada de rapel após cair em cânion de São José dos Ausentes

Marta estava sumida há cinco dias 

Cachorra é resgatada de rapel após cair em cânion de São José dos Ausentes Acervo pessoal / divulgação/divulgação
Foto: Acervo pessoal / divulgação / divulgação

 O inusitado resgate de uma cachorra da raça golden retriever em São José dos Ausentes teve desfecho feliz. Após desaparecer por cinco dias, Marta, a cachorra de estimação da empresária Mônica Sávio e do pequeno Yan, de 12 anos, foi resgatada por meio de rapel do Cânion Boa Vista no último domingo. 

O corretor de imóveis Eduardo Dutra Schwanke, de Florianópolis, passava o fim de semana na Pousada Ecológica dos Cannyons quando soube do sumiço de Marta. Um casal de turistas avistou a golden caída em um perau, logo após uma cachoeira. Estima-se que a cachorra estava em um ponto cerca de 25 metros abaixo do cânion. A cachorra logo latiu quando viu que havia gente se aproximando, e ficou em um estado de empolgação difícil de ser controlado, como conta Schwanke.

— Lá embaixo estava ela, toda suja e com cara de feliz. Eu desci com a ajuda da corda e ela ficou eufórica. Tentei acalmá-la com algumas palavras, dizendo "calma, eu estou aqui, vai dar tudo certo"— conta Schwanke.

O corretor de 41 anos, que no dia anterior havia feito trilha de 16 quilômetros pelas bordas dos cânions Boa Vista até o Montenegro, ponto mais alto do Estado, conseguiu tirar Marta do cânion com a ajuda de um dos funcionários da pousada. Foi preciso abrir caminho pelo mato com facão, e testar se poderia fazer ancoragem dos equipamentos de escalada no ponto onde a cachorra estava. Com cordas e muito cuidado por se tratar de um declive bastante escorregadio, o resgate durou cerca de 15 minutos. Quando Schwanke desceu até ela, a cachorra logo mordeu e quis puxar a corda, em uma tentativa de salvar-se.  Marta não precisou ser amarrada para subir até o solo.

— Eu desci, coloquei ela sobre minha cabeça e logo o Luís (funcionário da pousada) puxou ela. Foi muito rápido. Ela é uma cachorra muito inteligente, e podemos dizer que foi um verdadeiro milagre. Onde ela estava, ninguém costuma passar e ela jamais sairia sozinha. Foi gratificante — afirma o corretor.

— Ela é companheira do Yan, meu filho, e muito importante por nós. A sorte é que tínhamos um hóspede que entendia de rapel — diz, aliviada, Mônica. 

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