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Nova lei01/03/2018 | 11h48Atualizada em 01/03/2018 | 11h48

Aumenta contrapartida de estudantes de Carlos Barbosa para transporte intermunicipal

Em nova discussão, valor reduziu em relação à proposta inicial da prefeitura para vigorar neste ano

Em reunião entre prefeitura de Carlos Barbosa e representantes de associações estudantis, realizada na última terça-feira (27), o Poder Executivo apresentou um projeto de lei para que a contrapartida paga pelos estudantes em passagens de ônibus diminua de 15% para 10%. Até o ano passado, o valor pago pelos universitários era de até 7%. Neste ano, uma lei que partiu da prefeitura aumentou o índice para 15%, o que gerou descontentamento entre os estudantes.

A presidente da AbaSinos, associação dos estudantes de Carlos Barbosa que estudam em São Leopoldo, Jaqueline Camillo, afirma que a contrapartida por parte dos estudantes sofreu um acréscimo em função da lei 13.019, de 2014, que estabelece mudanças nas parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil. O valor que o município paga pelas passagens é repassado para as associações. A contrapartida que os estudantes pagam também é repassada às entidades que encaminham os valores para o município. Segundo Jaqueline, a mudança implica em mais recursos para o município aplicar em projetos nas áreas de saúde e educação.

Jaqueline explica que o valor que já era pago pelos estudantes variava muito porque as distâncias são diferentes. São nove associações ao todo.  Algumas delas atendem Caxias do Sul, outras Canoas e Novo Hamburgo, por exemplo. Por esse motivo, ela diz que a contrapartida maior era necessária em alguns casos. Um deles, citado pela presidente da AbaSinos, é que a contrapartida teria que ser maior por parte de estudantes que pagavam entre R$ 40 e R$ 50 por semestre no ano passado, valor que passaria para mais de R$ 100 com as mudanças.

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Para tentar resolver o impasse entre estudantes e prefeitura, Jaqueline diz que cada associação estudantil deve realizar uma assembleia para tentar propor o menor valor possível de contrapartida. Conforme ela, um índice menor que os 10% previstos pelo município pode ser atingido caso os estudantes consigam levantar recursos de outras formas, como em ações promovidas pelas entidades.

Depois da avaliação de cada entidade, a ideia é realizar uma assembleia geral para tratar de possibilidade de o índice pago pelo estudante ser proporcional à quantidade de passagens que utiliza. Jaqueline afirma que alguns estudantes que usam o transporte uma vez por semana pagam o mesmo valor daqueles que utilizam cinco vezes. A proposta é que quem se desloca mais pague mais.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de Carlos Barbosa e, até o início da tarde desta quarta-feira (28), não obteve retorno.

 
 
 

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