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Visita do ministro08/02/2018 | 15h55

Prefeitura de Caxias cobra cerca de R$ 2,5 milhões em atraso para UPA da Zona Norte

Valor é a soma do custeio mensal do governo federal e do Estado na manutenção da unidade

Prefeitura de Caxias cobra cerca de R$ 2,5 milhões em atraso para UPA da Zona Norte Kamila Mendes/Agencia RBS
Foto: Kamila Mendes / Agencia RBS

A vinda do ministro Ricardo Barros a Caxias do Sul nesta quinta-feira servirá para a prefeitura de Caxias reivindicar verba de custeio para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Zona Norte. Segundo a secretária da Saúde em exercício, Ana Paula Fonseca, o governo federal está devendo cerca de R$ 1,3 milhão do custeio mensal retroativo a 20 de setembro, data de inauguração da unidade. O Estado também deixou de repassar R$ 1,2 milhão. Sendo assim, são cerca de R$ 2,5 milhões que o município tem a receber.

A UPA da Zona Norte foi habilitada em 22 de dezembro para receber cerca de R$ 250 mil mensais do governo federal e R$ 225 mil do Estado. São essas quantias que não estão chegando. E o valor pode aumentar, porque a unidade está em processo de qualificação e, se for aprovada, o repasse para o custeio mensal aumentaria para R$ 500 mil do governo federal e para R$ 350 mil do Estado. Tendo em vista que atualmente o município gasta cerca de R$ 1,8 milhão por mês, a redução dos custos da prefeitura cairia quase pela metade se as outras entidades federativas fizessem esse repasse.

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Caxias do Sul também pleiteava transformar o Postão 24 Horas em UPA para receber a contrapartida de manutenção. O Ministério chegou a repassar R$ 654 mil para a reforma que possibilitaria que o Postão fosse habilitado. No entanto, a secretária adjunta diz que o Ministério da Saúde cancelou todas as novas unidades do país no ano passado.

— A partir desta decisão, questionamos o que faríamos com o dinheiro para a reforma, mas não obtivemos resposta. Só agora, no começo do ano, é que o Ministério da Saúde solicitou a devolução do dinheiro — explicou Ana Paula.

O projeto da Secretaria da Saúde era ampliar a área interna do Postão, transformando uma área de jardim em novos leitos. Sem os recursos, Ana Paula voltou a afirmar que o contrato de gestão compartilhada da UPA, que não foi adiante porque foi reprovado pelo Conselho Municipal de Saúde, previa melhorias estruturais. 

 
 
 

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