Moradores de rua aproveitam primeira edição de banho solidário em Caxias do Sul - Cidades - Pioneiro

Versão mobile

 

Solidaridade10/02/2018 | 14h59Atualizada em 10/02/2018 | 14h59

Moradores de rua aproveitam primeira edição de banho solidário em Caxias do Sul

Desafio inicial do projeto é espalhar a novidade entre o público-alvo

Moradores de rua aproveitam primeira edição de banho solidário em Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Banheiro químico oferece privacidade e higiene à pessoas em vulnerabilidade social Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS
Pioneiro
Pioneiro

 Já na primeira hora da tarde, três moradores de rua participaram do banho solidário, oferecido pelo  empresário e lutador Anderson Tomé na Estação Férrea, em Caxias do Sul, na tarde deste sábado. A expectativa era receber 15 pessoas, que poderiam tomar uma ducha e receber doações de água e roupas. O desafio inicial do projeto é espalhar a novidade para os moradores de rua, boca a boca, afinal, este público não costuma ter acesso a meios de comunicação e redes sociais.

Leia mais:
Banho solidário e outras iniciativas ajudam a humanizar o cotidiano nas ruas de Caxias do Sul

— Estamos procurando eles e espalhando a ideia. Vamos oferecer esta oportunidade de banho todos os sábados e com o passar do tempo cada vez mais pessoas devem nos procurar — acredita Tomé.

Um dos mais emocionados em receber a ajuda era José Altair de Sousa Padilha, 48 anos. Ele estava na Praça da Bandeira quando foi procurado por Tomé. Agradecido pela atenção recebido, ele chamava o empresário de "querido" com lágrimas nos olhos.

— São pessoas que têm suas histórias de vida e precisam de ajuda, algumas inclusive de atendimento médico. A prefeitura oferece locais para dormir e tomar banho (no Pop Rua), mas impõe regras e horários, o que afasta eles (moradores de rua). A nossa ideia é só oferecer uma oportunidade — explica Tomé.

Outro que aproveitou o projeto foi José Roberto Ribeiro Damasceno, 47. Ele é natural de Novo Hamburgo, mas saiu de casa ainda na adolescência. Atualmente, recolhe latinhas para sobreviver.

— É bom tomar um banho. É difícil para gente. Eu tentava (tomar banho) lá no (Parque dos) Macaquinhos, mas os guardas nos correm de lá — conta Damasceno, que disse estar revigorado após o banho.

Uma das lamentações dos moradores de rua para com os voluntários foi a dificuldade de conseguir comida. A reclamação era quanto as mudanças recentes no Restaurante Popular.

Leia também:
Ano letivo começa com aumento da fila de espera da educação infantil em Caxias
Ladrão arromba CVV e telefone 188 está fora de serviço em Caxias do Sul
Prefeitura de Nova Petrópolis vai investir R$ 250 mil na Chocofest

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros