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SUS05/02/2018 | 15h53

Migração para o prontuário eletrônico é tranquila em Caxias do Sul

Quatro postos estão adotando o novo sistema

Migração para o prontuário eletrônico é tranquila em Caxias do Sul Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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O primeiro dia de transição para o prontuário médico eletrônico ocorreu de forma tranquila nas quatro unidades básicas de saúde (UBSs) selecionadas para iniciarem o processo na segunda, em Caxias do Sul. No começo da manhã, quem procurou os postos dos bairros Esplanada, São Caetano, Alvorada e Salgado Filho precisou de mais tempo até ser atendido. Isso porque, a partir de agora, todas as pessoas que precisarem de uma consulta ou procedimento médico nessas unidades terão os dados migrados do prontuário de papel para o digital. 

— Como o sistema exige o preenchimento de algumas informações, o primeiro atendimento, que ocorre na recepção, acaba demorando um pouco. Serão dias atípicos, mas assim que todos os pacientes da UBS estiverem com os dados migrados, a acolhida deles voltará ao normal — explica a coordenadora da UBS Esplanada, Tatiana Almada.

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Por volta das 8h, a fila de espera na porta na unidade coordenada por Tatiana acumulava cerca de 20 pessoas. Do lado de dentro, o conferente de carga Claudecir Pessoa Chaves, 46 anos, finalizava a migração dos seus dados. Com o comprovante de endereço, o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e o número do prontuário pessoal em mãos, ele encerrou o novo cadastro e já conseguiu agendar uma consulta para o mesmo dia.

— Eu cheguei às 6h40min, mas logo que o postinho abriu já começaram a chamar as pessoas. Aí a moça explicou que iria demorar um pouco até todos entrarem, porque estavam mudando o sistema. Quando entrei achei que foi rápido. Tem vários detalhes, aí demora um pouco, mas nada absurdo não — conta Chaves, que é morador do loteamento Monte Carmelo.

O comprovante de endereço e o cartão SUS, aliás, são essenciais para o preenchimento do cadastro digital. Sem os documentos, a pessoa não vai conseguir agendar ou realizar uma consulta e nem fazer qualquer outro tipo de atendimento na UBS. 

— A partir de agora, todos os dados dos pacientes precisam estar no prontuário eletrônico. Ou seja, se a pessoa não tiver o cadastro, não terá acompanhamento. O comprovante de endereço é cobrado porque, juntamente com a migração dos dados, também será possível direcionar os atendimentos para a unidade mais próxima da moradia. Até a semana passada, recebíamos aqui pessoas de bairros onde a UBS de referência é outra, o que gerava acúmulo de demanda para nós — justifica Tatiana.

A técnica de enfermagem Jéssica Marques, 24, saiu satisfeita após ter os dados inseridos no novo sistema. Todas as informações de consultas, exames, procedimentos e medicamentos ficarão centralizados e prontos para serem acessados nos próximos atendimentos.

— Quando o médico puxar meu cadastro já vai ter tudo ali, sem precisar procurar no prontuário de papel, o que demorava o atendimento. Vai ser bem mais fácil agora — diz Jéssica.

Além do médico e do setor de enfermagem, os dados que são colocados no sistema podem ser acessados pelo Ministério da Saúde. A ideia do projeto é de que todas as informações sejam compartilhadas entre todos os postos de saúde, centralizando os dados de cada paciente.

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