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Caxias antiga16/02/2018 | 07h30Atualizada em 16/02/2018 | 08h19

Memória: Mauro De Blanco no Atelier de Teatro da Aliança Francesa em 1961

Fotógrafo fez uma breve participação como ator na peça "Arsênico e Alfazema", apresentada durante o 1º Festival de Cultura e Arte de Caxias do Sul

Memória: Mauro De Blanco no Atelier de Teatro da Aliança Francesa em 1961 Mauro De Blanco/Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação
Clóvis Mezzomo, Aydée Colussi, Renan Falcão de Azevedo, Zilá de Azevedo e De Blanco em 1961 Foto: Mauro De Blanco / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Ele eternizou o palco e os bastidores do Atelier de Teatro da Aliança Francesa de Caxias do Sul entre 1958 e 1964. Mas também experimentou o outro lado das câmeras. Sim, o premiado fotógrafo Mauro De Blanco (1923-2010) fez uma breve participação especial como ator. Foi em 1961, durante a apresentação da montagem "Arsênico e Alfazema", um dos tantos textos encenados pela trupe formada por nomes como Nilton e Rose Scotti, Ely Andreazza, Lorita Sanvitto Andreazza, Darwin Gazzana, Zilá Dankwardt de Azevedo, David e Gloria Andreazza, Irmgard Bornheim, Corina Wainstein, Hermínio Bassanesi, Gerd Bornheim e até a  jovem Ítala Nandi, revelada nos palcos da Aliança.

O Instante e o Tempo: Mauro De Blanco e a trajetória dos fotógrafos de Caxias do Sul
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A peça integrou a programação do 1º Festival  de Cultura e Arte de Caxias do Sul, ocorrido de 14 a 31 de outubro de 1961. Conforme reportagem do Boletim Eberle de novembro daquele ano, assinada pelo senhor Alberto Arioli, o festival "teve contornos de maratona", com uma sequência de palestras, debates, conferências, apresentações de música e dança e ciclos de cinema. 

Para se ter uma ideia, o clássico "A Aventura", de Michelangelo Antonioni, foi apresentado em avant-premiére. Pela cidade passaram também nomes como Augusto Boal, então diretor do Teatro de Arena de São Paulo, o pintor Di Cavalcanti, o professor e filólogo Aurélio Buarque de Hollanda e os escritores Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos.

Outras atrações foram a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, o grupo folclórico El Pericon, de Montevidéu, que agitou o Hotel Samuara, e o conjunto de gaitas do maestro Eleonardo Caffi  – que apresentou pela primeira vez o hino de Caxias do Sul. E, para encerrar a programação em grande estilo, a famosa Orquestra Dançante de Waldir Calmon, do Rio de Janeiro, botando para ferver os salões do Recreio da Juventude.

Nas fotos acima e abaixo, um registro da apresentação de "Arsênico e Alfazema", realizada no palco da Aliança Francesa. O espaço localizava-se na Av. Júlio de Castilhos, ao lado da Farmácia Central, bem defronte à Praça Dante Alighieri. O fotógrafo Mauro De Blanco (sentado de chapéu) aparece em cena junto a Clovis Mezzomo, Haydée Colussi, Renan Falcão de Azevedo e Zilá Danckwardt de Azevedo.

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"Arsênico e Alfazema": Clóvis Mezzomo, Aydée Colussi, Renan Falcão de Azevedo, Zilá de Azevedo e Mauro De Blanco (de chapéu) em 1961. Foto: Mauro De Blanco / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgaçãoFoto:
Fotógrafo Mauro De Blanco fotografa os atores no camarim do teatro da Aliança Francesa por volta de 1960.
Cachimbo e rolleiflex: Mauro De Blanco no camarim da Aliança Francesa, entre Joanita Leitão e Yara Mattana, por volta de 1960Foto: Mauro De Blanco / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

Repercussão no Boletim Eberle

Nas imagens abaixo, as seis páginas que o antigo Boletim Eberle destinou ao festival, incluindo a montagem do Atelier de Teatro da Aliança Francesa de Caxias do Sul.

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1º Festival  de Cultura e Arte, ocorrido de 14 a 31 de outubro de 1961. Conforme reportagem do Boletim Eberle de novembro daquele ano, assinada pelo senhor Alberto Arioli, o festival ¿teve contornos de maratona¿, com uma sequência de palestras, debates e ciclos de cinema. Para se ter uma ideia, o clássico A Aventura, de Michelangelo Antonioni, foi apresentado em avant-premiére. Pela cidade passaram também nomes como Augusto Boal, então diretor do Teatro de Arena de São Paulo, o pintor Di Cavalcanti, o professor e filólogo Aurélio Buarque de Hollanda e os escritores Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos.Outras atrações foram a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, o grupo folclórico El Pericon, de Montevidéu, que agitou o Hotel Samuara, e o conjunto de gaitas do maestro Eleonardo Caffi  ¿ que apresentou pela primeira vez o Hino de Caxias do Sul. E, para encerrar a programação em grande estilo, a famosa Orquestra de Waldir Calmon, do Rio de Janeiro, botando para ferver os salões do Recreio da Juventude.
Boletim Eberle de outubro e novembro de 1961 destacou a programação do festivalFoto: Acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / divulgação
1º Festival  de Cultura e Arte, ocorrido de 14 a 31 de outubro de 1961. Conforme reportagem do Boletim Eberle de novembro daquele ano, assinada pelo senhor Alberto Arioli, o festival ¿teve contornos de maratona¿, com uma sequência de palestras, debates e ciclos de cinema. Para se ter uma ideia, o clássico A Aventura, de Michelangelo Antonioni, foi apresentado em avant-premiére. Pela cidade passaram também nomes como Augusto Boal, então diretor do Teatro de Arena de São Paulo, o pintor Di Cavalcanti, o professor e filólogo Aurélio Buarque de Hollanda e os escritores Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos.Outras atrações foram a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, o grupo folclórico El Pericon, de Montevidéu, que agitou o Hotel Samuara, e o conjunto de gaitas do maestro Eleonardo Caffi  ¿ que apresentou pela primeira vez o Hino de Caxias do Sul. E, para encerrar a programação em grande estilo, a famosa Orquestra de Waldir Calmon, do Rio de Janeiro, botando para ferver os salões do Recreio da Juventude.
Foto da peça "Arsênico e Alfazema" também foi incluída na reportagem do Boletim Eberle Foto: Acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / divulgação
1º Festival  de Cultura e Arte, ocorrido de 14 a 31 de outubro de 1961. Conforme reportagem do Boletim Eberle de novembro daquele ano, assinada pelo senhor Alberto Arioli, o festival ¿teve contornos de maratona¿, com uma sequência de palestras, debates e ciclos de cinema. Para se ter uma ideia, o clássico A Aventura, de Michelangelo Antonioni, foi apresentado em avant-premiére. Pela cidade passaram também nomes como Augusto Boal, então diretor do Teatro de Arena de São Paulo, o pintor Di Cavalcanti, o professor e filólogo Aurélio Buarque de Hollanda e os escritores Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos.Outras atrações foram a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, o grupo folclórico El Pericon, de Montevidéu, que agitou o Hotel Samuara, e o conjunto de gaitas do maestro Eleonardo Caffi  ¿ que apresentou pela primeira vez o Hino de Caxias do Sul. E, para encerrar a programação em grande estilo, a famosa Orquestra de Waldir Calmon, do Rio de Janeiro, botando para ferver os salões do Recreio da Juventude.
Boletim Eberle detalhou toda a programação dos 15 dias de festivalFoto: Acervo Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul / divulgação

Arsênico e Alfazema

Escrito pelo americano Joseph Kesselring, o texto de "Arsênico e Alfazema" mescla comédia, terror e uma boa dose de humor negro. Na trama, duas excêntricas velhinhas alugam os quartos da casa onde moram para senhores solitários. Porém, para aliviar o sofrimento de seus hóspedes, elas começam a servir-lhes vinho envenenado. A "boa ação" começa a ser desvendada com a chegada de um sobrinho e sua noiva e de um assassino procurado pela polícia.

No Brasil, a montagem atingiu grande sucesso em 1949, sob a direção de Adolfo Celli e com Cacilda Becker à frente do elenco. O texto também foi adaptado para o cinema em 1945, sob o título "Este Mundo é um Hospício". O filme, dirigido por Frank Capra, trazia nos papéis principais Cary Grant e Peter Lorre.

Eternizando amigos

Mauro De Blanco registrou a maioria das peças encenadas no Atelier de Teatro da Aliança Francesa entre 1958 e 1964. Ao mesmo tempo, eternizou uma parte emblemática da história do teatro caxiense, em especial amigos como Nilton Scotti, Darwin Gazzana, Hermínio Bassanesi e Waldira Danckwardt.

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Atores Nilton Scotti e Zilah de Azevedo na peça À Margem da Vida, apresentada no Teatro da Aliança Francesa na década de 1960. Data aproximada: 1961.
Mauro De Blanco eternizou os amigos Nilton Scotti e Zilá Danckwardt de Azevedo na peça "À Margem da Vida", em 1960Foto: Mauro De Blanco / Acervo Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami,divulgação

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