Bênção da Igreja Matriz de Galópolis em 1947 - Cidades - Pioneiro

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Caxias antiga15/02/2018 | 07h30Atualizada em 15/02/2018 | 09h00

Bênção da Igreja Matriz de Galópolis em 1947

Missa no dia 2 de março de 1947 teve homenagem à família Chaves Barcellos, responsável financeira por boa parte das obras

Símbolo máximo da religiosidade do povo de Galópolis, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia levou cerca de nove anos para ser entregue à comunidade. E pode-se dizer que, do tijolo avulso ao serão voluntário noturno, o bairro inteiro colaborou com a obra.

Os trabalhos tiveram início em 1938, a partir da cedência do terreno pela família Chaves Barcellos, então à frente do Lanifício São Pedro. Conforme informações contidas na publicação E Assim Eles Contavam..., com as memórias do gerente do lanifício e supervisor das obras João Laner Spinato, a paróquia não dispunha de meios pecuniários para arcar com as despesas da construção, cabendo à fábrica cobrir a maior parte do saldo devedor.

O projeto, as plantas e o orçamento da Matriz foram executados pelos engenheiros Sady de Castro e Luís Leseugner de Farias. Após a medição da área por José Ariodante Mattana, em janeiro de 1939 os pedreiros Antonio Kistchner e Ferdinando Guizzo deram início aos alicerces. Cinco anos depois, em 1944, o templo recebeu o telhado e o reboco das paredes. Já em 1946, a firma Kaufmann & Schumacher pintou interna e externamente a igreja. 

Em meio a tudo isso, Spinato inspecionava os trabalhos, escolhia materiais e incentivava a comunidade, que, com o auxílio do pároco Angelo Mugnol, realizava festas e rifas para arrecadar mais verbas. O resultado chegou em março de 1947, com uma ampla programação festiva que perdurou por dois dias. 

Na foto acima, a bênção da igreja, ocorrida em 2 de março de 1947. À frente, aparece o empresário Ismael Chaves Barcellos (de terno escuro), acompanhado pelo filho José Chaves Barcellos (à direita) e parte da família. O registro traz ainda as irmãs da Congregação do Imaculado Coração de Maria, a senhora Luiza Spinato e o marido, João Laner Spinato (na segunda fila, à direita, olhando para trás). A imagem foi gentilmente cedida por dona Therezinha Spinato Bissaco, filha de Luiza e João, que tinha 12 anos à época.

Um incêndio em 1948

Antigo diretor do Lanifício São Pedro, João Laner Spinato (1899-1977) recordou de vários episódios curiosos ocorridos durante a construção do templo. As histórias integram o livro E Assim Eles Contavam..., organizado pela filha Lori Spinato Torresini em 1998.

Uma delas diz respeito aos vitrais, produzidos pela famosa Casa Genta, de Porto Alegre. Conforme revelou Spinato, "... assim que os vitrais ficaram prontos, foram guardados no antigo almoxarifado da fábrica (Lanifício São Pedro), que ficava no corredor ao lado da fiação cardado. Quando do pavoroso incêndio que destruiu prédio e maquinário da mesma fiação (em 29 de janeiro de 1945), o almoxarifado estaria irremediavelmente perdido e, com ele, os vitrais. Não fosse ter ficado de pé justamente e somente a parede em frente, possibilitando acorrer com baldes de água. Esse trabalho salvou os vitrais da destruição, foi uma graça de Nossa Senhora."

 
 
 

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