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Polêmica28/02/2018 | 14h27Atualizada em 28/02/2018 | 14h27

Apesar de processo judicial, prefeitura de Caxias diz que não avalia retorno de diretora para escola estadual

Claudia Pinto da Silva Neto teve de deixar o cargo para atuar na rede municipal

Apesar de processo judicial, prefeitura de Caxias diz que não avalia retorno de diretora para escola estadual Suelen Mapelli/Agência RBS
Comunidade escolar da Clemente Pinto protestou durante inauguração da escola municipal Cidade Nova em 19 de fevereiro Foto: Suelen Mapelli / Agência RBS

A decisão da prefeitura de Caxias do Sul de pedir o retorno da diretora da escola estadual Clemente Pinto para atuar na rede municipal foi parar na Justiça. O Círculo de Pais e Mestres (CPM) entrou com um pedido de liminar para que a professora Claudia Pinto da Silva Neto reassuma o cargo de diretora.

Claudia é servidora do município e do Estado, com contratos de 20 horas com cada um. Como diretora, teria de atuar por 40 horas na rede estadual. Isso era possível por meio de uma permuta estabelecida entre prefeitura e o governo estadual. Mas, no final do ano passado, a Secretaria Municipal da Educação decidiu pedir o retorno de servidores cedidos. 

Diante da situação, quatro diretoras da rede estadual tiveram de deixar os cargos e voltar a atuar em escolas do município. No caso de Claudia, ela foi alocada na escola municipal Cidade Nova. À tarde, é vice-diretora no Clemente Pinto.

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Vice-diretora no turno da manhã, Arlise Zdrojewski explica que houve uma mobilização de professores, funcionários, pais e estudantes pelo retorno da diretora. Por isso, a decisão foi recorrer à Justiça.

A Secretaria da Educação de Caxias afirma que todos os professores já estão atuando na rede municipal e não existe possibilidade de retorno às escolas estaduais. No início do mês, a secretária Marina Matiello afirmou que havia necessidade de regularizar a situação com convênios. Segundo ela, não houve tempo suficiente para isso por causa de demora na solicitação por parte do Estado.  

A 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) diz que tinha interesse em manter o termo que viabilizava a permuta. Segundo a titular da CRE, Janice Moraes, a renovação ocorria anualmente e, com exceção de Caxias, isso ocorreu em todas as cidades.

 
 
 

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