Terceirização do Postão volta à discussão em Caxias - Cidades - Pioneiro

Saúde07/11/2017 | 19h04Atualizada em 08/11/2017 | 10h09

Terceirização do Postão volta à discussão em Caxias

Sindiserv quer audiência pública para debater possível mudança. Prefeitura nega troca

Terceirização do Postão volta à discussão em Caxias Alessandra Perez/divulgação
Foto: Alessandra Perez / divulgação

A possível terceirização do gerenciamento do Pronto-Atendimento 24 Horas (Postão) voltou à discussão em Caxias do Sul. Os boatos de que a unidade será administrada de forma compartilhada, assim como ocorre com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, foram o assunto de uma reunião realizada ontem à tarde na Câmara de Vereadores. O encontro, com membros da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo, foi solicitado pelo Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv), que também pediu uma audiência pública no dia 27, às 19h. 

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Funcionários do Postão, de acordo com a presidente do Sindiserv, Silvana Pirolli, estão apreensivos com a possível mudança de gestão. A troca, ainda segundo Silvana, não garantiria a qualidade do serviço prestado e, por isso, é rejeitada pela classe.

— Acreditamos que as políticas públicas devam ser feitas por servidores. A terceirização enfraquece o sistema de saúde do município. Nós precisamos buscar soluções, não dá para simplesmente aceitar — afirma a presidente, adiantando que também solicitou um encontro com o prefeito Daniel Guerra (PRB) para debater o assunto, mas ainda não obteve retorno.

O vereador Renato Oliveira (PCdoB), presidente da Comissão de Saúde, garante que recentemente chegou ao Legislativo a informação de que a prefeitura já teria, inclusive, contatado as empresas que participaram da licitação para gerenciamento da Upa Zona Norte. As instituições teriam sido sondadas se teriam interesse em administrar o Postão. No entanto, o parlamentar não sabe quem teria repassado essa situação.

— Terceirizar mais um serviço é sucatear a saúde. Funcionários do Postão demonstraram tensão durante a reunião na Câmara. Eles não temem pelo emprego porque não seriam demitidos, exonerados, mas realocados. No entanto, a dúvida é sobre a qualidade do serviço — questiona Oliveira.

A secretária municipal da Saúde, Deysi Piovesan, foi procurada, mas pela assessoria de imprensa, afirmou que não teria o que falar sobre o assunto.

 

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