Professores da Educação Infantil de Caxias decidem manter greve por tempo indeterminado - Cidades - Pioneiro

Paralisação27/11/2017 | 09h52Atualizada em 27/11/2017 | 13h28

Professores da Educação Infantil de Caxias decidem manter greve por tempo indeterminado

Decisão da categoria ocorreu durante manifestação na manhã desta segunda-feira 

Professores da Educação Infantil de Caxias decidem manter greve por tempo indeterminado Lucas Demeda/Agencia RBS
Foto: Lucas Demeda / Agencia RBS

Cerca de 450 manifestantes se reuniram na manhã desta segunda-feira (27) em frente à Secretaria Municipal de Educação. O protesto das educadoras de escolas de Educação Infantil conveniadas com o município marca o primeiro dia de paralisação da categoria. 

As professoras iniciaram o ato pedindo explicações à secretária da Educação, Marina Matiello, que não atendeu as manifestantes, e seguiram pelas vias centrais em direção à prefeitura de Caxias, onde ficaram concentradas até às 10h30min. Durante o ato, a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado.

— Todos os sindicados protestam por aumento salarial. Nós só queremos manter o que nós já temos — discursou Alceu Adelar Hoffmann, presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades, Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação (Senalba), que representa a categoria.

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Em frente à prefeitura, as professoras queriam ser recebidas pelo prefeito Daniel Guerra (PRB). A comissão selecionada pelos manifestantes para tentar conseguir a audiência, porém, parou no gabinete. Eles foram informados de que Guerra está com a agenda lotada para o dia.

— O prefeito sabia desde a quarta-feira (15) que nós viríamos para cá e deu um jeito de lotar a agenda. O ano letivo praticamente acabou. Não há condições psicológicas de voltar para as escolas — decretou o presidente do Senalba.

A manifestação também contou com a participação de parte da comunidade escolar. Pais de alunos atendidos pelas escolinhas demonstram indignação pela paralisação.

— É um absurdo o que estão fazendo, os salários deles (políticos) eles não reduzem. Hoje eu estou aqui, mas amanhã vou fazer o que, perder meu emprego?  — questiona a auxiliar de produção Denise Pereira Guimarães, 30, cujos filhos José Lorenzo, cinco, e Adam, três, frequentam a escolinha Perci dos Santos, no bairro Cruzeiro. 

O ato contou ainda com a participação de servidores da saúde, sindicatos de outras categorias e vereadores, que também questionam a gestão compartilhada do Postão, a qualidade do atendimento da UPA Zona Norte e a redução de investimentos no setor da cultura.

As educadoras pedem a manutenção dos cargos e salários para o próximo ano letivo. Durante as férias escolares, a prefeitura de Caxias quer mudar o modelo de convênio com as entidades que administram as 45 escolas de Educação Infantil e firmar um contrato de gestão compartilhada. A mudança, que busca atender à legislação federal, implicaria na redução de salários da categoria, conforme adiantado pela secretária da Educação.

 

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