Retirada das pombas das praças de Caxias está suspensa - Cidades - Pioneiro

Animais11/10/2017 | 14h53Atualizada em 11/10/2017 | 16h08

Retirada das pombas das praças de Caxias está suspensa

Por decisão judicial movida pela Soama, prefeitura não pode remover aves do Centro

Retirada das pombas das praças de Caxias está suspensa Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
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A retirada das pombas das praças públicas de Caxias, que começaria em novembro, foi suspensa por decisão judicial. No início deste mês, a Sociedade Amigos dos Animais (Soama) entrou com uma ação civil pública contra a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) para evitar que os animais sejam retirados das praças. A entidade, conhecida por proteger os bichos da cidade há anos, entrou com um pedido de tutela de urgência, que foi negado. No entanto, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul Francesco Conti considerou os argumentos da Soama relevantes e suspendeu temporariamente a retirada das pombas das praças Dante Alighieri, João Pessoa e da Bandeira. A decisão deve permanecer até que o recurso da entidade na Justiça seja analisado e julgado. Não há prazo para isso.

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A presidente da ONG, Natasha Valenti, comemora a decisão e afirma que vai lutar para que as aves não saiam do Centro:

— A luta continua, só queremos que deixem as pombas em paz. Não existe a doença do pombo, ninguém está morrendo na cidade por causa delas. O que também nos preocupa é que ninguém explicou como elas seriam retiradas e para onde iriam depois. As aves podem se machucar durante a remoção, quem cuidaria delas depois? É um descaso.

A justificativa da prefeitura para a remoção dos bichos é que a população, convivendo perto desses animais, correria risco de saúde em razão da transmissão de doenças. Na semana passada, a diretora do Departamento de Proteção Animal da Semma, Marcelly Paes Felippi, garantiu que mais de uma pessoa já foi diagnosticada em Caxias com sintomas da "doença do pombo", como é popularmente conhecida a criptococose, causada por um fungo que se desenvolve nas fezes do pombo. No entanto, não detalhou quando as pessoas teriam sido infectadas e como está o estado de saúde delas. 

Procurada pela reportagem na tarde desta quarta, Marcelly afirmou que não foi informada oficialmente sobre a ação movida pela Soama na Justiça. Por e-mail, garantiu ainda que a avaliação e encaminhamento dos animais para análise deve começar assim que a Feira do Livro se encerrar na Praça Dante, dia 15.




 

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