Performance em praça é confundida com surto e bailarino é levado para atendimento psiquiátrico em Caxias do Sul - Cidades - Pioneiro

Tumulto29/10/2017 | 09h59Atualizada em 30/10/2017 | 08h49

Performance em praça é confundida com surto e bailarino é levado para atendimento psiquiátrico em Caxias do Sul

Caso envolveu Igor Medina Cavalcante, integrante da Companhia Municipal de Dança

Performance em praça é confundida com surto e bailarino é levado para atendimento psiquiátrico em Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Divulgação
Igor Cavalcante Medina compõe o elenco do espetáculo Choque, que estreou em julho deste ano Foto: Diogo Sallaberry / Divulgação
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CORREÇÃO: a performance do bailarino Igor Cavalcante Medina ocorreu na Praça João Pessoa, e não na Praça da Bandeira, com informou a matéria. A informação incorreta permaneceu publicada entre as 9h59min do dia 29/10/2017 até as 8h45min do dia 30/10/2017.

Era para ser uma performance ao ar livre do bailarino Igor Cavalcante Medina dentro da programação do 8º Caxias em Movimento. Mas a dança solitária, misto de protesto e arte, foi confundida com um surto psicótico e Medina foi levado à força para o Pronto-Atendimento 24 Horas (Postão) em Caxias do Sul. O caso aconteceu no final da manhã deste sábado, na Praça João Pessoa.

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Medina é integrante da Companhia Municipal de Dança e a apresentação "Fim." fazia parte da programação do 8º Caxias em Movimento divulgada pela Prefeitura de Caxias do Sul. No documento, a performance foi descrita como um trabalho que "aborda a violência e põe o corpo em evidência para trazer à tona as diversas formas de brutalidade do cotidiano, sejam elas físicas ou psicológicas". O texto ainda questionava "será que já não somos nada mais além de um mero pedaço de carne incapaz de sentir, incapaz de resistir, incapaz de se rebelar?".

Segundo o diretor da Guarda Municipal, Ivo Rauber, os agentes foram acionados para verificar o que um homem fazia parado na Praça João Pessoa. Ele relata que o atendimento foi liderado pela equipe do Samu, que decidiu pela contenção com o uso de colete e o encaminhamento para uma unidade de saúde. Rauber ressalta que, em nenhum momento, os agentes da Guarda utilizaram a força na abordagem.

— O que chamou a atenção é que ele usava umas roupas da performance e tinha um arame farpado no pescoço. A equipe tentou falar com ele, mas o bailarino ficava mudo. Olhava para o céu, para cima e para baixo. De repente, começou a soltar frases filosóficas, citava a Somália a todo momento. Os guardas entenderam que poderia ter algum problema de saúde e acionaram o Samu — resume o diretor.

Após a abordagem na praça, Medina foi conduzido para o Postão e a Guarda Municipal não teve conhecimento do que houve. Procurado pela reportagem, o diretor da Companhia Municipal de Dança, Carlinhos Santos, afirmou que manifestações serão feitas pela Assessoria de Imprensa da prefeitura no momento oportuno. A reportagem também busca contato com o bailarino Igor Cavalcante Medina.

 

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