Vândalos atacam Igreja da Ressurreição, no bairro Mariani, em Caxias - Cidades - Pioneiro

Violência03/09/2017 | 12h30Atualizada em 03/09/2017 | 12h30

Vândalos atacam Igreja da Ressurreição, no bairro Mariani, em Caxias

Imagens foram quebradas e hóstias derramadas pelo chão, e também houve furto de material

Vândalos atacam Igreja da Ressurreição, no bairro Mariani, em Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

A Igreja Católica da Ressurreição, no bairro Mariani, em Caxias do Sul, foi vítima de ladrões que também vandalizaram o templo, na noite deste sábado. Quando chegou para preparar a missa, por volta das 9h20min deste domingo, o coordenador da equipe administrativa da comunidade, Getúlio Antunes, estranhou encontrar a porta principal aberta. Nas proximidades do altar, estavam os primeiro sinais de destruição:

— Havia hóstias consagradas espalhadas pelo chão — conta Antunes.

O sacrário havia sido arrombado, e, para levar o cálice que continha as hóstias, estas foram derramadas. Nas salas ao fundo da igreja, mais destruição, com diversas imagens religiosas quebradas. Capelinhas foram jogadas ao chão e arrebentadas. A porta da sacristia também foi arrombada, e todos os armários, revirados.Os ladrões não se interessaram por um computador de modelo antigo, mas levaram o projetor utilizado durante as missas e diversos microfones, além de um botijão de gás e das caixinhas de coleta de ofertas. A urna de madeira em que os fiéis depositam envelopes com o dízimo também foi destruída. O provável ponto de entrada dos ladrões foi uma janela do banheiro no segundo andar. Dali, foram até a sacristia e destruíram a central de alarmes (não deu tempo de o alarme ser disparado).

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— Quando cheguei, estava tudo no chão, as toalhas do altar, as hóstias, que é o mais triste — diz, quase chorando, a ministra da Eucaristia Maria de Lourdes Farias Teles, que também foi uma das primeiras a chegar.

Ela conta que na noite de sábado passou próximo à igreja por volta das 22h e viu uma luz acesa, mas pensou que alguém havia esquecido. Agora, imagina que devem ter sido os ladrões. Bernadete da Cruz dos Santos, que também integra a diretoria da comunidade, se diz desanimada:

— A gente que participa desde o início da comunidade, há mais de 15 anos, fica com vontade de chorar ao ver essa destruição. Mesmo com o ataque ao templo, a missa das 10h15min transcorreu normalmente — embora sem microfones, luz ou projetor para que os fiéis acompanhassem os cantos e as leituras.

O padre Volnei Vanassi, da paróquia Santíssima Trindade, que atende também o Mariani, lembra que há duas semanas ocorreu o furto da tela de cercamento da igreja. Ele acha difícil avaliar a situação, mas faz coro à diretoria: ]

— O pior é o ataque ao sacrário, aos objetos sagrados, às imagens. Não tiveram respeito para com isso.Em meio aos vestígios da depredação, Antunes encontra um consolo:

— O que nos dá força é que, embora tenham quebrado várias imagens, não tocaram na de Nossa Senhora Aparecida (padroeira da comunidade).

 

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