"Provavelmente foi acidental", afirma comandante dos bombeiros sobre incêndio na Marcopolo, em Caxias - Cidades - Pioneiro

Estragos04/09/2017 | 12h10Atualizada em 04/09/2017 | 12h10

"Provavelmente foi acidental", afirma comandante dos bombeiros sobre incêndio na Marcopolo, em Caxias

No entanto, major Ederson de Albuquerque Cunha diz que somente a perícia poderá revelar com precisão as causas do sinistro que consumiu parte da empresa

"Provavelmente foi acidental", afirma comandante dos bombeiros sobre incêndio na Marcopolo, em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Polícia Civil e bombeiros retomaram os trabalhos nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira na Marcopolo, em Caxias, um dia depois que um incêndio consumiu um pavilhão da empresa. Funcionários da Fundação de Proteção Ambiental (Fepam) também foram até o local para auxiliar no trabalho da perícia. Ainda não há uma data para que um relatório seja divulgado.

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De acordo com o comandante do 5º Comando Regional de Bombeiros, major Ederson de Albuquerque Cunha, não foram identificados novos focos de incêndio depois das 21h do domingo, quando as chamas foram controladas. O sinistro teria começado às 15h30min do domingo, no setor de plásticos da fábrica. Como há a possibilidade de novos focos em função do deslocamento dos escombros, a guarnição dos bombeiros deve permanecer no local enquanto for preciso, segundo o major Cunha. Ainda de acordo com o comandante, as informações iniciais apontam que o fogo teria começado após uma explosão e se alastrou rapidamente.

— Em função dos materiais inflamáveis que estavam no local, tudo foi muito rápido. Acredito que tudo tenha queimado em cinco ou seis minutos após a explosão. Ainda não dá para afirmar com todas as provas, somente a perícia fará isso, mas provavelmente o incêndio foi acidental — acredita o comandante.

Cunha afirma que o prédio da Marcopolo de Ana Rech que queimou ainda não tinha alvará expedido pelo Corpo de Bombeiros. O documento estaria em processo de tramitação, que demora muito em alguns casos, segundo o major. Mas, de acordo com Cunha, sistemas preventivos não dariam conta de impedir a propagação rápida do fogo.

— Os materiais estocados no prédio têm alto grau de combustibilidade. Tudo foi muito rápido e perigoso. Os inflamáveis, por exemplo, reagem com água, então não conseguimos nem entrar no prédio no domingo para combater os focos — explica.

O combate ao incêndio contou com 25 homens do corpo de bombeiros, dentre eles quatro oficiais e o comandante e o subcomandante gerais da corporação, que vieram de Porto Alegre de helicóptero. Bombeiros voluntários de Igrejinha, Garibaldi, Carlos Barbosa, Nova Petrópolis e a brigada de incêndio da Marcopolo também participaram, além do apoio de equipes de saúde e do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Caxias do Sul (Samae). Ao todo, foram utilizados no combate ao incêndio oito viaturas e havia 100 mil litros de água à disposição das equipes. 

Conforme o major, é possível que nos próximos dias pessoas da vizinhança que inalaram fumaça possam ter reações. Nesse caso, elas devem procurar os bombeiros, que farão o encaminhamento para atendimento médico.

 

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