"Fui arrastado por uns 30 metros junto com a casa", diz jovem de Caxias do Sul ferido após o temporal  - Cidades - Pioneiro

Chuvarada08/06/2017 | 12h38Atualizada em 09/06/2017 | 09h20

"Fui arrastado por uns 30 metros junto com a casa", diz jovem de Caxias do Sul ferido após o temporal 

Morador de Vila Oliva, Luan Régis Daneluz, 23, foi liberado no fim da manhã. Sua mãe, com pelo menos duas fraturas, ficará no hospital

"Fui arrastado por uns 30 metros junto com a casa", diz jovem de Caxias do Sul ferido após o temporal  Roni Rigon/Agencia RBS
Luan posava na casa da avó, Natália, quando foi arrastado pela ventania. Por sorte, teve apenas escoriações e já foi liberado Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O temporal que caiu sobre a Serra na madrugada desta quinta-feira, provocando uma série de estragos, resultou em uma morte em Caxias do Sul e deixou pelo menos sete feridos, que foram atendidos no Hospital Pompéia. Cinco feridos, quatro homens e uma mulher, eram moradores do distrito de Vila Oliva. Outros dois, um homem e uma mulher, chegaram de outras localidades. Durante a manhã, os feridos realizavam exames para identificar possíveis fraturas e seguir para outros setores do hospital se necessário.

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Um dos feridos, o jovem Luan Régis Daneluz, 23 anos, foi liberado por volta de 11h30min, após receber diversos curativos para as escoriações que teve pelo corpo. Ferimentos mais grave teve sua mãe, Cláudia Regina, 42 anos, com fraturas na bacia e no braço. Luan conta que ele e a mãe haviam ido posar na casa da sua avó, Natália Borges, e estavam dormindo quando a primeira ventania passou pela localidade, por volta de 3h.

— Acordei com o barulho do vento e vi quando as telhas começaram a cair. Me joguei no chão, mas nisso apaguei e só acordei uns 15 minutos depois, quando o vento já tinha levado tudo embora. Fui arrastado por uns 30 metros, junto com a estrutura da casa. Levantei e fui procurar minha mãe e minha avó — conta. 

Natália, que ao perceber a ventania teve tempo de correr para um galpão próximo à casa, lamenta ter perdido tudo, mas valoriza o fato de ninguém da família ter perdido a vida. No fim da manhã, a preocupação maior era voltar até os destroços e procurar pelos documentos:

— Os bens materiais a gente recupera. Se precisar, vou até pra baixo de uma ponte. Minha filha sarando, é só o que importa agora. 

 

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