Obras no trecho em que criança foi morta, na Rota do Sol, não têm previsão de início - Cidades - Pioneiro

Caxias do Sul06/04/2017 | 18h17Atualizada em 06/04/2017 | 18h17

Obras no trecho em que criança foi morta, na Rota do Sol, não têm previsão de início

Km 141 da RSC-453 é ponto frequente de acidentes graves, como, por exemplo, o que vitimou Giovane da Silva Gonçalves, 10 anos, na manhã desta quinta-feira

Obras no trecho em que criança foi morta, na Rota do Sol, não têm previsão de início Roni Rigon/Agencia RBS
Rótula defronte o posto São Luiz, na Rota do Sol (RSC-453), é local de difícil cruzamento de veículos. Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
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A reformulação do trevo de acesso ao bairro Santa Fé, que fica próximo ao posto São Luiz, na Rota do Sol (RSC-453), não tem previsão para sair do papel. Desde 2014, quando a prefeitura de Caxias começou a pensar nas melhorias, houve ao menos três prazos para o início das obras: dezembro de 2015 e março e novembro de 2016. Porém, até agora, nenhuma máquina começou a trabalhar no trecho, que é considerado ponto frequente de acidentes graves, como o que tirou a vida de Giovane da Silva Gonçalves, 10 anos, na manhã desta quinta-feira.

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Embora seja uma rodovia estadual, as mudanças que devem facilitar o trânsito e garantir mais segurança aos pedestres devem ser realizadas pelo município por meio de convênio com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Inclusive, em março do ano passado, o Daer já autorizou a prefeitura a intervir no local e iniciar o processo de reformulação. Mas o andamento parou logo após as eleições municipais. De acordo com o secretário de Trânsito, Transportes e Mobilidade, Cristiano Abreu Soares, o novo adiamento se deve, principalmente, à burocracia enfrentada para regularizar o projeto, feito pela antiga gestão da secretaria.

— Quando assumi a pasta, nenhum técnico tinha total conhecimento do projeto, pois ele era tratado diretamente pelo antigo secretário (Manoel Marrachinho). Então, tivemos que estudar toda a reformulação proposta e encaminhar o documento para a Superintendência de Estudos e Projetos (SEP) do Daer. Quando o projeto voltou, a SEP havia solicitado diversas melhorias como, por exemplo, a iluminação — justifica ele.

Após incluir as modificações, agora, a prefeitura enfrenta outro impasse: o contrato com a empresa responsável por realizar a obra, a Codeca, venceu. 

— Infelizmente, não temos como dar um prazo. A realização da obra depende do final de todo esse processo de adequação do projeto e do contrato com a empresa que trabalhará no local. Temos total interesse em fazer com que a obra saia do papel, já que nosso principal objetivo é garantir a segurança das pessoas — afirma o secretário.

O projeto prevê a construção de uma rotatória fechada, onde os motoristas vão precisar contornar o canteiro central para seguir em qualquer direção. A alteração foi apontada como uma solução para os constantes acidentes e dificuldades de acesso à Zona Norte. A obra está orçada em R$2,6 milhões (custeados pelo Estado) e deve abranger 600 metros da rodovia.

 

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