Médicos farão "delação premiada" dos colegas que não aderirem à greve, em Caxias do Sul - Cidades - Pioneiro

Saúde16/04/2017 | 15h59Atualizada em 17/04/2017 | 14h12

Médicos farão "delação premiada" dos colegas que não aderirem à greve, em Caxias do Sul

Segundo presidente do sindicato, não grevistas poderão ser advertidos

Médicos farão "delação premiada" dos colegas que não aderirem à greve, em Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Segundo Marlonei Silveira dos Santos, quem furar a greve estará infringindo o código de ética Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

A nova greve dos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) de Caxias do Sul, marcada para iniciar nesta segunda-feira, terá um ingrediente a mais: uma espécie de "delação premiada", nas palavras do presidente do Sindicato dos Médicos, Marlonei Silveira dos Santos:

— O nome daqueles que não aderirem será encaminhado ao Cremers, pois isso (a não participação na greve) fere o artigo 49 do nosso Código de Ética — afirma, acrescentando que poderão ser instaurados processos nesse órgão, resultando em advertências para quem trabalhar no período.

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Usando uma expressão da moda, Marlonei explica que em cada unidade básica de saúde do município haverá um médico responsável pela "delação premiada" daqueles que ignorarem a decisão da assembleia da categoria e seguirem atendendo ao público.

Mesmo assim, a expectativa do sindicato é de que a adesão à greve — a terceira de 2017, e desta vez por tempo indeterminado — fique na faixa dos 80% aos 85%, com a diferença de que, desta vez, no Postão 24 Horas, além do atendimento de urgência e emergência adulto será garantido o atendimento a 100% das crianças. 

A greve só deve ser interrompida se a prefeitura apresentar uma contraproposta às reivindicações da categoria, cujo último pedido, entregue ao secretário municipal da Saúde, Fernando Vivian, na segunda-feira passada, sugere o pagamento de R$ 79,91 por hora trabalhada e rechaça a avaliação da população como quesito salarial, como propõe o Executivo. 

 
 
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