Escolas de Caxias do Sul demonstram preocupação com mudanças no Cipave - Cidades - Pioneiro

Educação10/04/2017 | 07h55Atualizada em 10/04/2017 | 14h50

Escolas de Caxias do Sul demonstram preocupação com mudanças no Cipave

Apreensão em algumas instituições é com a demora em liberar o sistema para o cadastro dos planos de ação e das próprias ocorrências

Escolas de Caxias do Sul demonstram preocupação com mudanças no Cipave Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Escola Machado de Assis, no bairro Reolon, colocou aviso no portão informando sobre o controle de acesso ao pátio Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Um dos órgãos mais atuantes na Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar (Cipave) é a Guarda Municipal, que disponibiliza oito servidores e uma viatura para atender exclusivamente as escolas durante o dia. Dois guardas são escalados para dar palestras, enquanto os demais ficam no suporte. Dentro do programa Cuida Caxias, realizado com alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, os servidores orientam sobre valorização e respeito no âmbito escolar e cuidado com o patrimônio público. De acordo com o gerente do Centro de Ações Preventivas da Guarda, Alexandre Silveira, o contato direto com os estudantes é positivo e "fundamental para derrubar o estigma da farda". Ele acredita que o órgão está em sua fase mais madura com relação à Cipave e entende que o fato de a escola reportar diretamente às forças de segurança os incidentes não prejudica em nada o funcionamento do programa.

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— A própria Guarda alimenta a Cipave com ações preventivas ou trabalhos de longo prazo. Temos de conhecer a nova gestão do programa, mas vejo eixos muito consolidados, desde que continue existindo um diagnóstico bem alimentado pelas escolas — pondera Silveira.

As direções de alguns colégios, como o Atiliano Pinguelo, bairro De Zorzi, demonstram preocupação com a demora em liberar o sistema para o cadastro dos planos de ação e das próprias ocorrências. A diretora da instituição, Gláucia Helena Gomes, ressalta que as aulas tiveram início em 20 de fevereiro e ainda não se sabe do planejamento da Cipave para 2017:

— As orientações geralmente estão bem definidas até o dia 30 de março. Talvez a atual gestão não tenha se dado conta de que a eleição foi ganha em outubro. Assumimos o ano letivo sem nenhuma reunião de orientação, estratégia e funcionamento da própria secretaria da Educação. A Cipave consta em lei, não é uma ação de governo, e sim de Estado.

A diretora da Guerino Zugno, no bairro Planalto, afirma que a escola precisa de "um norte".

— Está muito solto, temos a sensação de que não há ninguém encabeçando isso. Quando há planejamento para o ano inteiro, você trabalha com metas. Sempre cumprimos as exigências do programa, até porque, se não fizermos, podemos ter problemas sérios com o Conselho Tutelar e a Polícia Civil — argumenta Simone Rutkowski.

Opinião semelhante tem a professora Tânia Almeida Neuwald, responsável pela Cipave na escola João de Zorzi, bairro Centenário. Ela espera poder cadastrar em breve o projeto Recreio Dirigido, uma ação que visa diminuir incidentes nos intervalos entre as aulas:

— Ainda não tivemos um encontro inicial. Estamos com nossos relatórios e dossiê de atividades regulares. Precisamos de contato.


 
 
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