"Ele não tem condições de dirigir uma cidade grande", afirma diretor da Federação Nacional dos Médicos sobre prefeito de Caxias - Cidades - Pioneiro

Impasse no SUS10/04/2017 | 22h10Atualizada em 10/04/2017 | 22h16

"Ele não tem condições de dirigir uma cidade grande", afirma diretor da Federação Nacional dos Médicos sobre prefeito de Caxias

Declaração foi dada em assembleia na noite desta segunda-feira. Na reunião, médicos votaram por greve por tempo indeterminado

"Ele não tem condições de dirigir uma cidade grande", afirma diretor da Federação Nacional dos Médicos sobre prefeito de Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Na foto, diretor da Federal Nacional dos Médicos e o presidente do Sindicato dos Médicos Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A novela envolvendo os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) e a prefeitura de Caxias do Sul parece, realmente, não ter fim. Na noite desta segunda-feira, após alegarem que o poder público não enviou uma contraproposta aos pedidos da categoria, os profissionais se reuniram em assembleia para discussão dos próximos passos. Por unanimidade, votaram na realização de uma nova greve, a terceira desde o início do ano, a começar a partir da próxima segunda-feira, dia 17. A diferença das duas primeiras é de que, desta vez, a paralisação é por tempo indeterminado.

— Ele (prefeito Daniel Guerra) acha que vamos desistir. Só estamos em busca do que é certo — disse o presidente do Sindicato dos Médicos de Caxias, Marlonei dos Santos.

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No encontro, Jorge Darze, diretor da Federação Nacional dos Médicos afirmou que a greve é uma maneira dos médicos cobrarem os seus direitos. Disse que vários Estados estão lidando com o mesmo problema e que os médicos estão sendo "tratados como bodes expiatórios pelos governos". Ele se encontrou, na tarde de segunda, com o secretário municipal de Saúde, Fernando Vivian, com o objetivo de achar uma solução para o impasse envolvendo médicos e prefeitura de Caxias. Porém, não acredita que essa negociação será resolvida de uma vez:

— Vi que é um déspota que dirige essa cidade. Ele (o prefeito) está desequilibrado, não tem condições de dirigir uma cidade do tamanho de Caxias. Ele ignora a representação dos médicos e não está respeitando a legislação.

Darze também ironizou a proposta apresentada pela prefeitura que envolve a produtividade e qualidade nos atendimentos médicos, feita no final do mês passado. A ideia da prefeitura era: os profissionais deveriam seguir uma tabela de produtividade e receberiam avaliações ótimas ou excelentes para chegarem ao teto. Ao final de cada atendimento, os pacientes preencheriam uma ficha de satisfação.

— É um concurso de simpatia que o prefeito está querendo implementar em Caxias? Quer que os médicos deem um tapinha nas costas do paciente para serem considerados simpáticos? Vínculo de pagamento com produtividade não existe — afirmou o diretor da Federação Nacional dos Médicos.

 

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