Visate, de Caxias, vai se encontrar com sindicato dos rodoviários, mas reajuste no salário não é garantido - Cidades - Pioneiro

Greve no transporte coletivo20/03/2017 | 09h57Atualizada em 20/03/2017 | 10h29

Visate, de Caxias, vai se encontrar com sindicato dos rodoviários, mas reajuste no salário não é garantido

Intenção da empresa é tentar buscar, novamente, um acordo para encerrar a paralisação. Nenhum ônibus saiu da empresa nesta manhã

Visate, de Caxias, vai se encontrar com sindicato dos rodoviários, mas reajuste no salário não é garantido Roni Rigon/Agencia RBS
Nenhum ônibus saiu da empresa na manhã desta segunda-feira Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Mais uma vez, a Visate vai tentar negociar com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Caxias do Sul em busca de uma solução para o impasse envolvendo o reajuste da tarifa e do salário dos trabalhadores. A empresa marcou uma reunião com a entidade para esta manhã, mas, de acordo com a assessoria de imprensa, não haverá novidade nesse encontro. A Visate segue afirmando que, com o valor da tarifa congelado, não tem dinheiro para reajustar os vencimentos dos funcionários. A diretoria deve se manifestar no início da tarde.

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Na manhã desta segunda-feira, mesmo com uma liminar que exige que 70% da frota circule em horários de pico e 40% em horários intermediários, nenhum ônibus saiu da garagem da empresa. Por volta das 6h, uma assembleia liderada pelo sindicato decidiu que a paralisação seria mantida durante todo o dia. Como a liminar não está sendo cumprida, o sindicato vai pagar multa de R$ 5 mil.

— Se tiver que pagar a multa de R$ 5 mil, pago do meu bolso. Não tenho dinheiro, mas meus amigos vão me ajudar. Se 70% dos ônibus forem para as ruas, tem greve? Não, então os ônibus não vão sair da garagem — avisou Tacimer durante a assembleia.

Advogado do sindicato, João Batista Wolff afirma que entrará com uma ação na Justiça para reverter o percentual exigido (70% em horários de pico e 40% nos demais horários) para a circulação dos ônibus. Por volta das 9h, Wollf disse que foi informado de que um desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Porto Alegre, marcaria uma reunião com a empresa e a entidade para mediar uma negociação.

João Batista Wolff afirma que entrará com uma ação na Justiça para reverter o percentual exigido Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Com ônibus em greve, paradas ficam vazias na manhã desta segunda-feira, em Caxias

Na terça-feira, se nada for decidido pela Justiça, ou se o sindicato não receber uma proposta da Visate, uma nova assembleia definirá os próximos passos da paralisação. O procurador Ricardo Wagner Garcia, do Ministério Público do Trabalho (MPT), afirma que está analisando a liminar expedida na sexta-feira para saber se e como poderá agir durante a paralisação do transporte coletivo.

 
 
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