Durante paralisação dos médicos em Caxias, Samu pode ser acionado para atender casos de emergência em UBS - Cidades - Pioneiro

Serviço público01/03/2017 | 16h12Atualizada em 01/03/2017 | 16h41

Durante paralisação dos médicos em Caxias, Samu pode ser acionado para atender casos de emergência em UBS

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Durante paralisação dos médicos em Caxias, Samu pode ser acionado para atender casos de emergência em UBS Marcelo Casagrande/Agencia RBS
O secretário municipal da Saúde afirma que a prefeitura está monitorando o atendimento nesses dias de paralisação Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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O primeiro dia de paralisação do atendimento médico nas unidades básicas de saúde (UBSs) e no Centro Especializado de Saúde (CES) de Caxias causou pouco impacto na cidade. Isto porque as UBSs só atenderam no turno da tarde nesta quarta, em função do feriado de Carnaval - e os pacientes parecem ter procurado diretamente o Postão 24H para consultas. A adesão dos profissionais também não foi completa: há casos em que apenas um ou dois médicos do quadro do postinho optaram por não atender nesta quarta. No bairro Esplanada, por volta das 14h, ninguém aguardava por consulta.

— Quando abri a UBS, ao meio-dia, somente duas pessoas aguardavam por atendimento — afirma o coordenador da unidade, Sergio Gardelin.

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No caso do Esplanada, dois dos três médicos estavam atendendo. Já na UBS do Vila Ipê, uma mensagem fixada na portaria deixava bem claro: não havia consultas disponíveis para esta quarta. Segundo a coordenadora Patricia Saccaro Turella, houve pouca procura de pacientes - que aceitaram tranquilamente a orientação de seguir para o Postão em casos mais graves. Situação diferente da encontrada no Postão 24H, no Centro. Martires Dell Osbel aguardava desde as 10h para ser chamada para consulta. Sentindo mal-estar, ela sabia que a espera poderia ser maior. Mesma situação de Cleci Aparecida Nogueira, que, no início da tarde, já tinha passado pela triagem há uma hora.

— Sabíamos que se fôssemos para a UBS, não teria médico — disse.

Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Havia bastante gente aguardando por atendimento no PA, mas segundo a diretora técnica, Aline Picoli, todos os médicos atendiam normalmente.

— Neste horário, geralmente, já distribuímos cerca de 200 fichas. Até agora foram 265. É bastante, mas nada anormal — garante.

O secretário municipal da Saúde, Darcy Ribeiro Pinto Filho, afirma que a prefeitura está monitorando o atendimento nesses dias de paralisação, mas que estratégias foram tomadas para que a população não fique sem atendimento. Ele explica que a orientação é que as pessoas procurem a UBS do seu bairro, que estará aberta nestes dias de protesto. No postinho, segundo Darcy, uma equipe avaliará cada caso:

— Se o caso for grave ou muito grave, o paciente será encaminhado para o Postão 24h. Dependendo da situação, também, o Samu poderá ser chamado para atender a pessoa na UBS.

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No início da tarde desta quarta, a prefeitura realizou uma reunião com o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv) para apresentar uma proposta de redução de vencimentos e de carga horária. Mas, como adiantou o presidente do Sindicato dos Médicos, Marlonei dos Santos, nenhum profissional da categoria compareceu ao encontro.

— O Sindiserv não tem representatividade alguma, não nos reunimos com eles. E como foi para tratar daquela proposta sugerida na semana passada, nada avançaria na negociação. Não pretendemos estender a greve para a próxima semana, mas está difícil chegar em uma ideia que fique boa para os dois lados — avalia Marlonei.

O secretário da saúde também lamenta o impasse gerado entre o poder público e os médicos, e garante que a proposta da prefeitura não é definitiva.

— Eles não aceitam tratar com o Sindiserv e isso dificulta muito. Essa é uma relação que terá que ser construída.

 
 

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