Saiba como estão as praias mais procuradas por moradores de Caxias - Cidades - Pioneiro

Feriadão12/11/2016 | 08h08Atualizada em 12/11/2016 | 11h34

Saiba como estão as praias mais procuradas por moradores de Caxias

A ressaca do mar que alagou vias no fim de outubro atrasou obras de manutenção e ainda há bastante trabalho a ser feito em praias como Arroio do Sal

Saiba como estão as praias mais procuradas por moradores de Caxias Felipe Nyland/Agencia RBS
Veranistas e moradores aproveitaram os últimos dias para deixar tudo em ordem Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Faltando pouco mais de um mês para o começo do verão, o feriadão de 15 de novembro é termômetro para apontar como os caxienses vão encontrar as praias mais procuradas no litoral gaúcho. A ressaca do mar que alagou vias do litoral no final de outubro atrasou obras de manutenção e ainda há bastante trabalho a ser feito em praias como Arroio do Sal, uma das preferidas dos caxienses. Outras mais movimentadas durante os 12 meses do ano, como Torres, já recebem o veranista com melhores condições. As forças de trabalho devem ser incrementadas até dezembro, quando oficialmente começa a temporada de verão.

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Em Arroio do Sal, a prefeitura investiu cerca de R$ 1,5 milhão para asfaltar e criar uma ciclofaixa na Avenida Beira Mar, antiga Avenida Atlântica. Segundo o prefeito, Luciano Pinto da Silva, a ressaca danificou parte da obra: no lado Norte, em direção a Areias Brancas, toda a base do pavimento foi perdida. Essa etapa foi refeita e falta apenas aplicar o asfalto. Na sexta-feira, a prefeitura também trabalhou com patrolas para deixar os acesso à areia em dia para o feriadão que segue até terça-feira.

— Estamos nos preparando, mas pedimos que quem vem para cá cuide, não deixe lixo na praia, sofás velhos nos canteiros, isso é um desrespeito. Se houver colaboração, vai ficar bom para todo mundo — pede o prefeito.

O movimento, tímido durante a semana, começou a aumentar entre quinta e sexta-feira. Veranistas e moradores aproveitaram os últimos dias para deixar tudo em ordem. Natural de Flores da Cunha, o locatário de imóveis Joel Pagliosa, 39 anos, organizou o quintal e limpou o passeio público na quinta-feira em uma das casas, na Rua Castro Alves.

— Estou com as reservas quase todas esgotadas para Natal e Ano-Novo também, então tem que dar essa organizada — disse, enquanto varria e recolhia folhas secas.

Outro detalhe que pede a atenção da prefeitura é a troca de lâmpadas: tanto no centro de Arroio do Sal como em balneários, como Figueirinha e Marambaia, ruas estão sem luz. O prefeito argumenta que a maresia diminui a vida útil dos equipamentos e pede que os moradores sempre solicitem a substituição.

Grama cresce entre paralelepípedos

Algumas ruas de Arroio do Sal, principalmente próximas ao centro, têm aspecto de abandono: há arbusto crescido entre os paralelepípedos. Na Rua Paquetá, no centro, parte da via tem desnível porque não há pedras de calçamento. Liane Tubino Asmar, 72, que chegou na quinta-feira para passar o feriadão, lembra de obras apenas em maio. O prefeito, Luciano Pinto da Silva, promete acionar a secretaria de Obras para resolver o problema.

A demora para o corte da grama em canteiros obrigou a iniciativa privada a agir: a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes providenciou o corte por conta própria na quadra onde fica o prédio, na Avenida Ponciano Vargas. Na quadra seguinte, o retrato é de mato crescido e lixo acumulado.

— Nós cortamos porque muita gente estaciona do outro lado da rua e quando ia atravessar tinha que passar por ali. Se chovia, a grama alta molhava quem passava — conta Vanessa Elisabete Campo, 35, secretária da paróquia.

O prefeito argumenta que, devido à extensão litorânea do município, as equipes não dão conta do serviço.

— Arroio do Sal tem 27 quilômetros de costa. Nós mantemos a capina com empresa terceirizada, mas quando chega numa ponta do município, já cresceu na outra — explica.

Reforma de praça agrada

Reformada há menos de um ano, a praça na esquina das avenida Assis Brasil e Atlântica é alternativa para quem quer se exercitar longe da areia — ou mesmo após o banho de mar. Há aparelhos para ginástica ao ar livre, bancos e bastante área de convivência

Um dos frequentadores é o aposentado Lindomar Capelini da Silva, 63. Ele mora em Vila Seca, interior de Caxias do Sul, e planeja passar o feriadão no litoral.

— Acho que está tudo muito bom e que vai ficar ainda melhor até o final do ano — acredita.

Em Torres, quase tudo pronto

Na tarde de quinta-feira, operários trabalhavam para deixar Torres em dia para o feriadão. No calçadão da área central, arbustos que cresceram entre as pedras de calçada era retirados com enxadas. A poucos metros dali, dois funcionários da prefeitura refaziam o calçamento da Rua Firmino Torelli, esquina com a Avenida Beira-Mar.

— O calçamento tinha afundado por causa do asfalto que fizeram na avenida no começo do ano passado — conta o calceteiro Joel do Amaral Martins, 46, acrescentando que a obra só deve ficar pronta na próxima semana.

Uma ciclovia acompanha o calçadão de Torres e há chuveirinhos espalhados pela orla da Praia Grande, além de banheiros químicos.

Muito trabalho para remover areia em Curumim

Curumim, balneário de Capão da Canoa muito procurado por caxienses, ainda se recupera de danos causados pela ressaca de outubro. Apenas na principal avenida, a Aimoré, cerca de 40 caminhões de areia levada pela maré foram retirados na quinta-feira.

Segundo Diego Maciel, assessor da secretaria dos distritos de Capão e atualmente respondendo pela subprefeitura de Curumim, o trabalho continua nos próximos dias porque ainda há bastante areia espalhada pelas ruas.

Quanto a buracos nas vias, ele explica que uma operação tapa-buracos está prevista para começar até o final do ano.Curumim também está com a Avenida Paraguassu em dia: o asfalto da via que atravessa todo o balneário foi refeito ainda neste ano.

A ligação com Arroio do Sal, chamada de rodovia Interpraias, está praticamente toda em bom estado: o trecho que mais carece de manutenção, por causa de buracos, fica em Arroio do Sal.


 
 
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