Cortes na educação não devem afetar escolas de Caxias do Sul - Cidades - Pioneiro

Rede estadual10/11/2016 | 18h32Atualizada em 10/11/2016 | 18h32

Cortes na educação não devem afetar escolas de Caxias do Sul

Governo do Estado anunciou que pretende fechar turmas e reduzir turnos de aulas para economizar

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Escolas da rede estadual de Caxias do Sul não devem sofrer impacto com o corte de gastos na educação anunciado pelo governo gaúcho. A medida, que já determinou o fechamento de turmas do Ensino Fundamental em instituições de Porto Alegre, pretende racionalizar o quadro de professores, em função do aumento do número de aposentadorias e de afastamentos.

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Conforme a chefe da 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), Janice Moraes, nenhuma escola da região da Serra terá turmas fechadas ou redução de turnos. 

— Todo final de ano fazemos uma previsão de turmas para o próximo período letivo. Essa prática de fechar turmas ou turnos já é rotina, porque partimos do ponto da viabilidade em se manter turmas com menos de 15 alunos. É claro que se houver aumento da demanda no começo do ano, a turma pode ser reaberta _ explica ela.

O diretor-geral do 1º Núcleo do Cpers-Caxias, Antônio José Staudt, também afirma que, até o momento, estudantes e professores não serão afetados. Porém, caso os cortes obriguem o fechamento de turmas, o sindicato será contrário a decisão.

— Sabemos da situação financeira atual do Estado, mas não poderemos concordar com que a população seja prejudicada. O que sabemos até agora é que segue tudo dentro da normalidade em Caxias — aponta Staudt.

O secretário estadual da Educação, Luís Antônio Alcoba de Freitas, em entrevista ao Gaúcha Atualidade nesta quinta-feira, afirmou que seis mil professores saíram da rede somente no ano passado. Com os enxugamentos, educadores concursados serão transferidos para outros colégios. Contratos emergenciais devem ser encerrados. Alcoba nega o fechamento de escolas e diz que as famílias não serão prejudicadas, já que as instituições de ensino funcionarão em pelo menos um turno.

— O acesso à escola está garantido, não vamos fechar nenhuma escola. O que estamos fazendo é otimizar os recursos humanos — disse o secretário ao afirmar que o número de alunos tem reduzido na rede estadual, principalmente em função da queda da natalidade. Em 2004 era de 1,4 milhão de estudantes, hoje reduziu para menos de 1 milhão.

 
 
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