Van escolar envolvida em acidente não poderia circular, diz secretário de transportes de Caxias - Cidades - Pioneiro

Trânsito05/10/2016 | 12h17Atualizada em 05/10/2016 | 16h55

Van escolar envolvida em acidente não poderia circular, diz secretário de transportes de Caxias

Empresa alega que situação estava em dia

Van escolar envolvida em acidente não poderia circular, diz secretário de transportes de Caxias André Fiedler/Agência RBS
Foto: André Fiedler / Agência RBS
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A van escolar que se envolveu em um acidente no início da manhã desta quarta-feira e deixou 12 feridos, em Caxias do Sul, não poderia circular. O secretário de Transportes, Manoel Marrachinho, afirma que a empresa declarou que o veículo estaria em manutenção entre os dias 1º e 30 de outubro. A van seria vistoriada ao final desse prazo, quando receberia um selo caso estivesse totalmente em dia. A empresa Jussara e Fernandes Tur, que alega não cometia irregularidade, será multada pela infração.

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O secretário explica que a empresa está cadastrada na Secretaria de Transportes e mantém outras vans, essas liberadas para rodar. O prazo para vistorias venceu na última sexta-feira, dia 30 de setembro, data em que a empresa informou que o veículo estaria em manutenção, salienta o secretário.

Marrachinho explica que, no dia 1º de novembro, quando vencesse o prazo, a empresa deveria realizar inspeção veicular em um local cadastrado pelo Inmetro e Denatran e, de posse de laudo positivo, comparecer na Secretaria de Transportes para vistoria de outros itens. O selo para liberação seria entregue após esses dois procedimentos, o que autorizaria o transporte de passageiros. A multa é de R$ 190 e também seria aplicada se a van fosse flagrada rodando em outubro, independentemente do acidente desta manhã.

— Vai ter multa por descumprir a lei do fretamento, rodando sem selo, agravado pelo fato de que fizeram a declaração para nós — salienta Marrachinho.

A Secretaria de Transportes deve abrir processo administrativo para avaliar se cabe alguma sanção além da multa, como descredenciar a empresa ou impedi-la de operar temporariamente. A proprietária, Jussara Ribeiro Rollo, argumenta que a prefeitura sabia que o veículo estava circulando normalmente, já que ele passava por chapeação nos horários em que não transportava estudantes.

— Temos o papel para fazer a vistoria no Inmetro, eles não liberariam se não estivéssemos cadastrados para trabalhar — argumenta Jussara, que é mãe da motorista da van.

O acidente ocorreu por volta de 7h no cruzamento das ruas Plácido de Castro e Treze de Maio e deixou 12 pessoas feridas, todas com idades entre quatro e 49 anos. A condutora da van, Michele Rollo Fernandes, 24 anos, sofreu diversas fraturas e está internada em estado grave no hospital Virvi Ramos. Os outros 11 feridos, incluindo professores, crianças e adolescentes, sofreram ferimentos leves e foram encaminhados a diversos hospitais da cidade. A van iria até as escolas Emilio Meyer e infantil Raio de Sol.

As vistorias em veículos de transporte escolar ocorrem a cada seis meses. A secretaria de Transportes tem 523 veículos para transportes escolar cadastrados — somados outros tipos de fretamento, são 1.507 unidades. Além disso, há 1.939 motoristas habilitados a atuar no ramo.

Pais devem fiscalizar

Segundo o secretário, todos os veículos que estão em dia para realizar transporte de estudantes têm um adesivo no vidro dianteiro, à esquerda, onde fica o motorista. O material informa até qual data o veículo está liberado para circular. Além disso, é possível contatar a Secretaria de Transportes informando a placa do veículo.

— É uma coisa necessária, os pais têm que olhar o adesivo. Tem até escolas que nos ligam aqui para saber se está tudo certo — comenta o secretário Manoel Marrachinho.

Todos os veículos de transporte de estudantes recebem um prefixo numérico, que está à vista nas partes dianteira e traseira. Essa informação, no entanto, não é suficiente para confirmar se a situação está em dia.

— O mais correto é olhar o adesivo, porque há casos em que a empresa tem o prefixo, mas não está regularizada e opera de forma clandestina — completa Clarice Fátima de Oliveira, gerente da fiscalização de transportes.


 
 
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