Rios Caí e Taquari começam a baixar na Serra Gaúcha - Cidades - Pioneiro

Alívio19/10/2016 | 09h52Atualizada em 19/10/2016 | 16h11

Rios Caí e Taquari começam a baixar na Serra Gaúcha

Apesar disso, famílias seguem fora de casa em Bom Princípio, Nova Petrópolis e São Sebastião do Caí

Rios Caí e Taquari começam a baixar na Serra Gaúcha Jader Alexandre Becker/Divulgação
Em Santa Tereza, o rio Taquari media 6,7 metros por volta de 7h30min desta quarta-feira. Famílias não foram removidas. Foto: Jader Alexandre Becker / Divulgação
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Apesar da chuva persistir nesta quarta-feira, rios que haviam ultrapassado a média normal começam a baixar na Serra Gaúcha. Mesmo com esse alento, famílias seguem fora de casa em Bom Princípio, Nova Petrópolis e São Sebastião do Caí. Em Santa Tereza, onde o rio Taquari baixou, moradores não chegaram a ser retirados das residências, mas o alerta foi reduzido.

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O rio Taquari havia atingido 10 metros acima do normal em Santa Tereza, o que deixou a Defesa Civil em alerta. Vinte famílias ribeirinhas passaram a ser monitoradas, já que as moradias podiam ser atingidas caso o nível chegasse a 13 metros. Felizmente, na manhã desta quarta-feira o rio media 6,7 metros de altura, praticamente dentro da normalidade.

Segundo o coordenador da Defesa Civil da cidade, Jader Alexandre Becker, estradas municipais ligam às linhas Bento Gonçalves e José Júlio, que haviam sido interditadas, já estão com o trânsito liberado.

A situação também começa a amenizar em Bom Princípio, onde regiões alagaram deixando famílias inteiras ilhadas. O rio Caí, que media 11,24 metros no final da tarde de terça-feira, baixou para 9,95 metros na manhã desta quarta-feira. O arroio Forromeco também baixou, de 6,25 metros para 4,50 metros.

Nova Petrópolis é outra cidade onde os problemas causados pela chuva estão amenizando. No ponto onde o rio Caí passa pelo município, na ponte na divisa com Caxias do Sul, a água alcança 2,5 metros nesta quarta-feira — na terça-feira havia chegado a 3,50 metros. As seis famílias que foram retiradas de casa sequem impossibilitadas de voltar. Durante a manhã a Defesa Civil deve atualizar o número de alojados no Centro Evangélico, já que parte manifestou interesse de ficar em casas de parentes.

— Algumas moradias estão parcialmente destruídas e outras correndo risco — aponta o coordenador da Defesa Civil e comandante dos Bombeiros Voluntários, Ivan Santana.

Em São Sebastião do Caí, o rio Caí mede 13,40 metros na manhã desta quarta-feira, 1,20 metro a menos do que na terça-feira. Apesar da baixa, famílias que tiveram que deixar as moradias ainda não podem voltar para casa. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Pedro Griebler, isso deve ocorrer quando o rio chegar a 10 metros de altura, ou seja, retornar ao leito normal. A estimativa é de que pelo menos 210 pessoas estejam em abrigos da prefeitura.


 
 
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