Promotor da Vara de Execuções Criminais é afastado por injúria contra colegas, em Caxias do Sul - Cidades - Pioneiro

Justiça04/10/2016 | 17h33Atualizada em 04/10/2016 | 17h33

Promotor da Vara de Execuções Criminais é afastado por injúria contra colegas, em Caxias do Sul

João Carlos de Azevedo Fraga fez críticas à forma como foi conduzida a investigação em caso de fraude no qual é um dos acusados

Responsável pela fiscalização dos presídios e cumprimento das penas de Caxias do Sul, o promotor de Justiça João Carlos de Azevedo Fraga foi afastado de suas funções na Vara de Execuções Criminais (VEC) por 90 dias pelo Ministério Público. A decisão foi tomada na segunda-feira, motivada por uma mensagem enviada por Fraga aos colegas que denunciaram o seu envolvimento em um suposto caso de lavagem de dinheiro, que está sendo investigado pela Corregedoria do MP. No texto, o promotor afirma: "Meus parabéns aos senhores pelo espaço midiático conquistado no intuito de tentar o meu linchamento público". 

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A denúncia é por injúria contra os colegas. A denúncia oferecida contra Fraga é pela suposta participação em um esquema fraudulento, através da abertura de uma empresa de fachada com movimentação superior a R$ 80 milhões. Parte desse dinheiro teria sido transferida por uma transportadora pertencente ao seu sogro, que assim fugiria do pagamento de dívidas trabalhistas cobradas pela Justiça. O processo tramita em segredo de Justiça e o MP não se manifesta a respeito do caso. 

O advogado de Fraga, José Paganella Boschi, ressalta que o afastamento não tem relação com a primeira acusação, tendo sido motivado pela crítica feita pro seu cliente a forma como foi conduzida a investigação.

 — O afastamento veio de uma inconformidade do Ministério Público com a crítica que o promotor Fraga fez sobre como é conduzida sua investigação. É uma injustiça. Além de ser prejudicial para o promotor, é uma perda para a sociedade, já que ele afastado do trabalho é um promotor a menos trabalhando para a sociedade. A atitude do MP foi desproporcional _ afirma o advogado.

Em julho, Fraga foi o autor do polêmico pedido de interdição do Instituto Penal de Caxias do Sul, local também conhecido como albergue prisional, onde ficam os detentos do regime semiaberto. As principais alegações foram de falta de agentes penitenciários e falhas no trabalho de ressocialização. O pedido foi acatado pela juíza Milene Dal Bó, e com isso 30 presos passaram a cumprir a pena em casa. 

 
 
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