Estudantes de Caxias desenvolvem pesquisas que podem melhorar a cidade - Cidades - Pioneiro

Ensino Superior04/10/2016 | 07h08Atualizada em 04/10/2016 | 07h08

Estudantes de Caxias desenvolvem pesquisas que podem melhorar a cidade

Trabalhos serão apresentados a partir desta terça-feira, durante a 24ª edição do Encontro de Jovens Pesquisadores da UCS

Estudantes de Caxias desenvolvem pesquisas que podem melhorar a cidade Claudia Velho/Divulgação
Neste ano, serão apresentadas 296 pesquisas em diversas áreas de atuação Foto: Claudia Velho / Divulgação
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A Universidade de Caxias do Sul (UCS) promove a partir desta terça-feira a 24ª edição do Encontro de Jovens Pesquisadores e a 6ª Mostra Acadêmica de Inovação e Tecnologia. Ao todo, cerca de 300 acadêmicos apresentam trabalhos desenvolvidos nas áreas de Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas e Sociais. As apresentações ocorrem nos  blocos V, 57 e H, do Campus de Caxias, até quinta-feira.

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Segundo Guilherme Holsbach Costa, professor e coordenador de pesquisa da UCS, o evento serve principalmente para divulgar a pesquisa científica desenvolvida por estudantes de graduação, além de gerar impacto na sociedade através dos resultados.

— A maioria dos trabalhados podem ser aplicados fora do âmbito acadêmico e, sem dúvida alguma, geram resultados positivos para comunidade. Neste ano, temos pesquisas na área de metalmecânica e de eletroeletrônica que são inovadoras e capazes de mudar a realidade do segmento. Por isso, a importância em apresentar o conteúdo e dar voz para os pesquisadores — diz ele. 

A ideia principal do evento é contribuir com o nível de graduação dos estudantes e possibilitar formas abrangentes de aprendizado, produzindo conhecimento inédito em diversas áreas de atuação. Os trabalhos mais bem avaliados recebem prêmios de instituições como o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs) e o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás). 

Neste ano, serão apresentadas 296 pesquisas. 

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira
No Bloco V, das 8h às 12h, estarão concentradas as pesquisas na área de Ciências Exatas, com sessões de apresentação oral dos trabalhos de iniciação científica. Das 13h30min às 15h, a sessão de pôsteres.  Logo após, acontece a solenidade de encerramento e entrega da premiação da área de Ciências Exatas.

Quarta-feira
Pela manhã, os trabalhos da área de Ciências da Vida serão apresentados no Bloco 57. À tarde, sessão de pôsteres e mesa redonda com a presença da secretária municipal da Saúde, Dilma Tessari, no auditório. Haverá entrega de premiação aos melhores trabalhos.

Quinta-feira
Cerca de 100 pesquisas da área de Ciências Humanas e Sociais serão apresentadas no Bloco H: pela manhã, ocorrem as sessões de apresentação oral. No início da tarde, haverá a sessão de pôsteres, além de palestras a partir das 15h. O encerramento ocorre às 16h, com a entrega de prêmios aos melhores trabalhos.

A programação completa pode ser conferida AQUI.

Teoria aplicada no cotidiano

Entre os trabalhos do Encontro de Jovens Pesquisadores está a pesquisa desenvolvida por acadêmicos do curso de Nutrição da UCS, que ainda analisam os motivos do Sul do Brasil registrar os índices mais altos de obesidade infantil, conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar do ano passado. O resultado da amostra-piloto coletada em uma escola da rede pública de Caxias será apresentado amanhã, no bloco 57, às 9h30min. 

Quando o estudo estiver concluído será possível revelar qual a realidade alimentar de estudantes do Ensino Fundamental da cidade e contribuir para que tenham uma vida mais saudável. Além disso, algumas informações da pesquisa já servem como estímulo para a realização de outras atividades acadêmicas, segundo a professora, mestre em saúde coletiva e uma das orientadoras da pesquisa, Heloísa Theodoro, 29 anos.

— Os professores do curso pensaram nesse projeto para ampliar a possibilidade de estudo, além de ajudar a entender o que acontece em Caxias e depois poder dar uma devolutiva para a população, contribuindo com a saúde de todos — explica ela. 

Até o momento, dados de 1,3 mil crianças e adolescentes foram coletados e cerca de 10 escolas farão parte do projeto final, que deve ser concluído ainda neste ano. Até agora, os resultados confirmam a presença de obesidade na faixa etária dos seis aos 16 anos: 21% dos estudantes consultados estão com excesso de peso. 

Mesmo que as instituições escolares ofereçam alimentos balanceados, boa parte dos alunos consome produtos industrializados, o que contribui para a elevação dos índices de obesidade.  A ideia é mapear todas as regiões de Caxias.

Consumo de alimentos industrializados aumentam índices de obesidade infantil Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

— Essa é uma faixa de idade bem importante. Se a criança é obesa, tem grande chance de se tornar um adulto obeso e ter vários problemas de saúde. A principal causa é o consumo de salgadinhos, biscoitos, refrigerante e outros alimentos industrializados — conta Heloísa.

A pesquisa será apresentada pela acadêmica Caroline Girardi Farenzena, 20, que é bolsista do programa de iniciação à pesquisa da UCS. O trabalho também foi orientado pela professora Josiane Siviero. 

 
 
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