Degradação da Avenida Júlio de Castilhos, em Caxias, é histórica - Cidades - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Crime e drogadição18/07/2016 | 09h30Atualizada em 18/07/2016 | 10h44

Degradação da Avenida Júlio de Castilhos, em Caxias, é histórica

 Tempos áureos da ocupação da via foi até a década de 90

Degradação da Avenida Júlio de Castilhos, em Caxias, é histórica Diogo Sallaberry/Agencia RBS
A Júlio também é prostíbulo para mulheres e travestis, que entram em cena nas esquinas no início da noite, provocando constrangimento Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

<< LEIA TAMBÉM Avenida Júlio de Castilhos, em Caxias, expõe prostituição, drogadição e assaltos há anos

Uma das primeiras ruas de Caxias do Sul, a Júlio de Castilhos nem sempre foi este espaço de prostituição e drogadição encontrado atualmente. Pelo contrário: por muito tempo, foi o ponto preferido para passeios e também um dos símbolos do desenvolvimento do município: historiadores são unânimes ao reconhecer que a expansão da cidade começa pela avenida.

Leia mais
Avenida Júlio, em Caxias, expõe prostituição, drogadição e assaltos há anos

Júlio de Castilhos, a avenida das meias, luvas e toucas
Crimes e consumo de drogas revoltam moradores do Centro de Caxias
Confira quais são os bairros mais caros de Caxias
Com sensação térmica de -5,5ºC, Serra Gaúcha registra geada
Novo corredor da Rua Os Dezoito do Forte entra em operação na terça

Antes de ser conhecida como Júlio de Castilhos, a via era chamada apenas de Rua Grande e, posteriormente, de Rua Silveira Martins. A denominação de avenida só veio em 1939, na gestão do prefeito Dante Marcucci (1935-1947).

Foi a primeira via de Caxias a receber calçamento de paralelepípedos, inicialmente no trecho entre as ruas Marquês do Herval e Dr. Montaury, em frente à Praça Dante Alighieri, para sediar a Festa da Uva de 1937. 


Na década de 1940, a avenida recebeu o desfile cívico de Caxias do Sul. Na década seguinte, foi palco principal para o corso alegórico da Festa da Uva. A realização de Feira do Livro na Praça Dante e outros eventos culturais sempre colocaram a avenida como referência para a maioria dos caxienses.

A década de 1990 foi o divisor de águas, conforme a historiadora Loraine Slomp Giron , que também mora no Centro. Ela lembra que neste período, a Praça Dante e o entorno se tornaram perigosos por conta de ladrões, e a degradação começou a despontar. Foi na década de 1980 que prostitutas começaram a ocupar o entorno para a prostituição, já que a via corta a cidade e a iluminação favorece a prática.

— Os primeiros comentários sobre ser perigoso descer de ônibus na Júlio de Castilhos, perto da praça, começaram a surgir na década de 1990. Até então, era tudo maravilhoso — comenta.

Nos anos 2000, a avenida teve mudança polêmica: o fim do calçadão, que foi desmanchado em 2004 a pedido dos comerciantes. Entretanto, tanto o CDL quanto o Sindilojas garantem que a medida não favoreceu a marginalidade ou diminuiu a falta de espaço para o público. Segundo os comerciantes, caso o calçadão fosse fechado novamente, só haveria desvantagens à mobilidade.

>> SIGA NA MATÉRIA Diálogo entre prefeitura, moradores e comerciantes pode mudar cenário da Júlio de Castilhos, em Caxias

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros