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Saúde pública17/07/2016 | 15h15Atualizada em 19/07/2016 | 15h24

Caxias suspende cirurgias eletivas por causa de lotação em hospitais 

Restrições ocorrem há cerca de 15 dias por falta de leitos para recuperação de pacientes 

Caxias suspende cirurgias eletivas por causa de lotação em hospitais  Porthus Junior/Agencia RBS
No Pompéia, houve redução de 25% das cirurgias nos primeiros dias em que a medida entrou em vigor Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A Secretaria Municipal da Saúde de Caxias do Sul determinou que cirurgias eletivas pelo SUS sejam suspensas. As restrições ocorrem há cerca de 15 dias nos principais hospitais da cidade, como o Pompéia e o Geral. O principal motivo é a lotação dos hospitais neste período de inverno. Os cancelamentos são avaliados semanalmente. As informações são da Gaúcha Serra.

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No Pompéia, por exemplo, houve uma redução de 25% das cirurgias nos primeiros dias em que a medida entrou em vigor e de 10% nesta semana, variando de acordo com a lotação. Segundo o superintendente do Pompéia, Francisco Ferrer, o cancelamento das cirurgias marcadas deve perdurar enquanto houver aumento da demanda provocado pela sazonalidade. O maior problema é a falta de leitos para a recuperação. 

Em média, o hospital que é referência regional, costuma fazer 500 cirurgias. O maior prejuízo da suspensão é na área de traumatologia, que atendia pacientes de diversos municípios da região. As neurocirurgias também têm restrições, entre outras especialidades. Os transplantes e as cirurgias eletivas oncológicas não foram afetados, conforme Ferrer. O maior prejuízo é o aumento da fila de espera dos agendamentos.

Embora o problema não esteja relacionado aos atrasos de repasses públicos, na segunda-feira haverá uma reunião da Secretaria da Saúde com os hospitais para tratar de uma parcela de complementação de verba que o município ameaça não dar continuidade se o Estado não ampliar os recursos enviados a Caxias do Sul. O contrato vence no fim do mês. 

 
 
 

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