"Tentamos dizer que também é pela filha dele", diz professora que gravou invasão de homem em Caxias - Cidades - Pioneiro

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Ocupação nas escolas30/05/2016 | 19h26Atualizada em 31/05/2016 | 09h30

"Tentamos dizer que também é pela filha dele", diz professora que gravou invasão de homem em Caxias

Eliane Machado Cardoso teve o celular tirado de duas mãos e só conseguiu reavê-lo após ameaçar denunciar o homem por roubo

"Tentamos dizer que também é pela filha dele", diz professora que gravou invasão de homem em Caxias Reprodução/ Facebook/
Gilberto Freitas Couto agrediu verbalmente e tirou o celular da mão da professora que registrava sua ação violenta Foto: Reprodução/ Facebook

Eliane Machado Cardoso, 37 anos, professora que registrou o ato de fúria promovido pelo pai de uma aluna da Escola Estadual Professor Apolinário Alves dos Santos, em Caxias do Sul, na manhã desta segunda-feira, diz que foi preciso ameaçar denúncia por roubo para conter Gilberto Freitas Couto, 30, após o homem ter tirado o celular de sua mão de forma violenta. Pai de uma aluna, Gilberto estava inconformado com o bloqueio da escola por parte dos estudantes desde o último dia 18.

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—  Não estou machucada, não houve agressão física. Mas houve agressão verbal e ele tirou o celular da minha mão para apagar o vídeo, e só não ficou com ele porque eu disse: 'se não me devolver, o B.O. contra você será por roubo' — conta Eliane, que é coordenadora pedagógica da Apolinário.

Segundo Eliane, ela conversava com uma colega na calçada quando, por volta das 9h, viu Gilberto invadir a escola e agredir um aluno com a corrente que seria usada para trancar o portão. Ela entrou nas dependências do colégio, que está ocupado pelos alunos, e começou a gravar a ação do homem como forma de inibí-lo.

— Tentamos conversar, dizer que (o protesto) também é pela filha dele. Mas ele estava em fúria e completamente transtornado, foi muito assustador. Ele não veio à escola para conversar. Comecei a fazer o vídeo para inibi-lo, porque ele estava correndo atrás dos alunos. Da mesma forma, também tínhamos medo de que os alunos, que estavam em maior número, pudessem linchá-lo — relata a professora.

O jovem agredido por Gilberto ficou com marcas na região da cintura e com um ferimento no braço esquerdo. A diretora do colégio, Marili Rigon Zandoná, estava na Polícia Civil na hora da confusão. Ela tinha ido registrar queixa porque, desde a manhã desta segunda-feira, os alunos não permitem a entrada de professores que não participam da greve da categoria. 

 
 
 

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