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Vandalismo17/05/2016 | 20h24

Alunos arrancam portas de salas de aula em escola de Caxias do Sul

Grupo de 11 estudantes promoveu a baderna na Escola Estadual Técnica

Alunos arrancam portas de salas de aula em escola de Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Salas de aula tiveram as portas retiradas pelos alunos, que estariam insatisfeitos pelo atraso na entrega de moletons Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Um ato de vandalismo praticado por um grupo de estudantes da Escola Estadual Técnica de Caxias do Sul (EETCS) preocupa a 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE), que nesta terça-feira ouviu as explicações da diretora da escola, Elisabete Valmorbida. Na tarde da sexta-feira, pelo menos 11 alunos arrancaram oito portas de salas de aula da instituição, no bairro Presidente Vargas. O motivo seria banal: o atraso na entrega de moletons da instituição. 

De acordo com uma aluna que estava em uma das salas que foram alvo do vandalismo, além dos alunos que tiravam os parafusos e carregavam as portas, outros gritavam palavras de incentivo. "Não vai ter porta", era o que diziam, segundo a menina, que confirma que os moletons eram a razão da insatisfação. Tudo ocorreu na hora do recreio. Espantada com a ação do grupo, a diretora chamou a Brigada Militar para conter os ânimos e conversar com os estudantes. Na segunda-feira, foi feito boletim de ocorrência. 

Os 11 alunos do 3º ano do ensino médio que promoveram a baderna — três deles maiores de idade — foram afastados por dois dias das atividades escolares. Hoje serão reintegrados, mas antes terão uma reunião em que estará presente um membro do Núcleo de Justiça Restaurativa da Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social. Posteriormente, seus pais serão chamados para outra reunião, e terão de ressarcir os danos causados pelos filhos. Foi a solução encontrada em conjunto pela direção da escola e a 4ª CRE, em reunião na tarde de ontem.

— Os estudantes não podem cometer atos como esse e achar que estão corretos, mas é preciso fazer com que eles se reencontrem pelo diálogo. Depredar o patrimônio público é um dano grave, conforme está escrito no plano pedagógico da escola — afirma a coordenadora pedagógica da 4ª CRE, Ivanete Rocha de Miranda. 

Ivanete acrescenta que os alunos, além de não poderem ser afastados da instituição, também não terão prejuízos ao seu aprendizado, e por isso poderão recuperar qualquer atividade de avaliação que possa ter sido feita em sala de aula durante os dias em que foram suspensos. A coordenadora pedagógica também lamenta os danos causados à imagem da instituição. 

— A EETCS tem uma caminhada significativa na sociedade, conta com uma boa colocação no Enem, e tem um corpo docente muito dedicado. Quem deteriora com brincadeiras como essa deixam uma imagem ruim para a instituição. A educação também se dá pelo respeito — observa. 

O Pioneiro tentou contato com a diretora da Escola Técnica, Elisabete Valmorbida, mas não obteve retorno. 

 
 
 

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