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Memória23/05/2016 | 07h02Atualizada em 23/05/2016 | 13h58

A família Fedrizzi e as origens de São Romédio

Pioneiros Celeste Fedrizzi e Raymonda Webber chegaram à antiga Colônia Caxias no ano de 1878, inaugurando um vínculo comunitário que se estende até hoje entre seus descendentes

A família Fedrizzi e as origens de São Romédio acervo de Aldo José Fedrizzi/divulgação
Os Fedrizzi em 1910: à frente, sentada, a matriarca Raymonda. Na fila de trás, os filhos Modesto e Giuseppe Fedrizzi. Na fila da frente, a partir da esquerda, o casal Rafaele Fedrizzi e Angela Pezzi Fedrizzi, Carolina Fedrizzi e o casal Eliza Gollo Fedrizzi e Antonio Fedrizzi. Foto: acervo de Aldo José Fedrizzi / divulgação

Ainda integrando as comemorações dos 140 anos da comunidade de São Romédio, festejadas em março, recordamos da história de uma das famílias mais tradicionais da localidade: os Fedrizzi, que viram o nascimento e a evolução da comunidade.

Toda essa trajetória remete a 1878, quando o casal de imigrantes italianos Celeste Fedrizzi e Raymonda Webber chegou a então Colônia Caxias. Ali, se firmaram e puderam criar os filhos Giuseppe, Modesto, Rafaele, Otilia, Antonio e Carolina.

São Romédio, talian e as origens de Caxias do Sul

Segundo informações do livro Memórias, de João Antônio Tessari, o casal investiu na agricultura, com produção de uva, trigo, milho, feijão, entre outros. Também criavam vacas, porcos, galinhas e coelhos para a venda e consumo da família. Já a matriarca Raymonda doou parte do terreno e auxiliou na construção da segunda das três igrejas da comunidade, segundo recordações do neto Vasco Fedrizzi, 89 anos. 

Vasco Fedrizzi e as lembranças dos 140 anos de São Romédio

Os filhos de Antonio Fedrizzi em 1935: Fernando Celestino, Zulmiro Antonio, Antonio (o pai) e Alcides Luiz, defronte à casa da família em São Romédio. Foto: acervo de Aldo José Fedrizz / divulgação

Atuação comunitária

Além de contribuir financeiramente para a construção de São Romédio, a família também sempre esteve envolvida com o planejamento da comunidade. Antonio Fedrizzi, filho de Raymonda, presidiu a diretoria da igreja durante alguns anos. A função acabou sendo herdada pelo filho Vasco, que assumiu o posto por duas gestões na década de 1980.

Acima, uma imagem de 1935 em frente à casa da família em São Romédio. Na foto, estão os filhos de Antonio Fedrizzi. A partir da esquerda vemos Fernando Celestino, Zulmiro Antonio (Miro), Antonio (o pai) e Alcides Luiz.

Almoxarifado do Eberle em 1940:  à direita, na primeira mesa da frente, o jovem Aldo Pedro Fedrizzi. Na segunda mesa, o senhor Alberto Miller. Foto: Studio Geremia / acervo de Aldo José Fedrizzi,divulgação

Tradição no Eberle

Além da forte relação com São Romédio, a trajetória de alguns descendentes dos Fedrizzi também dialoga com a história da Metalúrgica Abramo Eberle. Dos oito filhos de Antonio e Eliza Fedrizzi que chegaram à idade adulta (Aldo, Fernando, Oscar, Vasco, Alcides, Zulmiro, Erone e Norma; outros dois faleceram na infância), pelo menos cinco tiveram passagens pela empresa.

Antonio iniciou no Eberle aos 12 anos, quando a metalúrgica ainda dava os seus primeiros passos. Devido a pouca idade, foi incumbido de fazer serviços gerais. Logo, o trabalho foi sendo reconhecido, até chegar ao cargo de chefe de seção. Ao todo, ele passou mais de 50 anos na empresa.

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Durante o período, os filhos de Antonio também foram tendo a oportunidade de trabalhar na metalúrgica. Vasco, por exemplo, entrou na fábrica aos 19 anos, em 1946, e saiu somente em 1986, quando se aposentou. Passou por diversas funções, desde o escritório até a galvanostegia, onde as peças ganhavam banhos de ouro ou prata. Caminho parecido foi trilhado pelos irmãos Aldo Pedro e Oscar Santo.

Na foto abaixo, a homenagem ao 25 anos de trabalho de Aldo no Eberle, em 1961.

 Homenagem pelos 25 anos de trabalho de Aldo Pedro Fedrizzi (sentado ao centro) na Metalúrgica Abramo Eberle, em 27 de julho de 1961. Foto: acervo de Aldo José Fedrizzi / divulgação

Reconhecimento

O trabalho de Aldo foi destacado em um informativo dos 75 anos do Eberle:

"Trabalhando e estudando, dirigindo e sendo dirigido, amando seu trabalho e sua família, Aldo Pedro Fedrizzi é um retrato dos homens que fazem a Maesa crescer, enriquecendo o Rio Grande e engrandecendo o Brasil".


 
 
 

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