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História22/03/2016 | 06h06

Memória: sede campestre do Recreio Guarany em 1973

Edevy Ferreira de Aguiar foi um dos funcionários mais longevos do clube, atuando de 1971 a 2003

Memória: sede campestre do Recreio Guarany em 1973 Acervo pessoal/divulgação
Piscinas da sede campestre do Recreio Guarany em janeiro de 1973 Foto: Acervo pessoal / divulgação

O outono deu as caras oficialmente no final de semana, mas ainda vale recordarmos das temporadas de verão da sede campestre do Recreio Guarany nos anos 1960, 1970 e 1980. Era e época de chegar cedo para conseguir a melhor churrasqueira sob as árvores, atravessar a novíssima e "interminável" piscina olímpica, pular na "média", bater uma bola nas canchas, agitar nas gangorras e escorregadores ou simplesmente garantir um final de semana em meio à natureza, longe dos agitos do "Centro".

Se você desfrutou daqueles tempos, até meados dos anos 1990, logicamente, recorda de seu Edevy Ferreira de Aguiar, 76 anos. Manutenção, limpeza, portaria, eletricidade, jardinagem, enfim, tudo que dissesse respeito à estrutura física do clube passava pela equipe que seu Edevy integrou e coordenou por cerca de 30 anos.

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Marceneiro, com passagens pela antiga Industrial Madeireira e pelos Móveis Schonardie, na Rua Antonio Prado, seu Edevy adentrou o Guarany pela sede social, em meados de 1970. Mas foi na sede campestre, realizando o mesmo trabalho do irmão Eloy Ferreira de Aguiar, que ele entrou para a galeria dos funcionários mais longevos do recreio. Acompanhando diversas gestões e presidentes, seu Edevy atuou na agremiação entre 1971 e 1998, quando se aposentou - o Guarany só seria deixado de lado, porém, cinco anos depois, em 2003.

Toda essa "vida" passada nas dependências do clube logicamente estreitou laços e amizades com gerações e gerações de famílias – a ponto de seu Edevy saber nome e sobrenome de muitos dos sócios. Sem falar nos álbuns de fotografias, que guardam vários registros do lugar onde o aposentado passou boa parte da vida.

Na imagem maior acima, a sede campestre "fervendo" em janeiro de 1973, com o prédio do vestiário ainda sem o segundo pavimento. Abaixo, a piscina infantil tomada pelos petizes – e suas fieis mamães escudeiras.

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A piscina infantil "fervendo" no verão de 1973. Foto: acervo de família, divulgação


A sede campestre do Recreio Guarany em 1973, época em que seu Edevy Ferreira de Aguiar começou a trabalhar no clube. Foto: acervo de família, divulgação


Concurso de escolha da rainha das piscinas e boneca viva em 1973. Você reconhece alguma das meninas? Foto: acervo de família/ divulgação

Novo nome

Em 2011, o Recreio Guarany (patrimônio e quadro de associados) foi oficialmente incorporado ao Recreio da Juventude. Desde então, a antiga sede campestre passou a ser chamada de Recreio da Juventude - Sede Guarany.

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Bodas de ouro em 2015: o casamento de seu Edevy e dona Idalina em 24 de julho de 1965. Foto: Studio Real/ acervo de família, divulgação

Bodas de ouro

Em 2015, seu Edevy e a esposa Idalina celebraram as bodas de ouro. Uma história que começou em 24 de julho de 1965, quando o casal oficializou o matrimônio na Catedral Diocesana. São dessa época as imagens acima e abaixo, disponibilizadas pelos filhos Angélica, Patrícia e Henrique.

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Edevy e Idalina durante um jantar em 1965. Foto: acervo de família, divulgação

O bairro São Leopoldo

A mesma proximidade verificada com os antigos sócios do Recreio Guarany seu Edevy mantém com alguns dos moradores do bairro São Leopoldo, onde reside desde 1948.

Era a época em que cavalos e carroças circulavam por uma Avenida São Leopoldo ainda de chão batido, em que era possível jogar futebol pela rua, pescar e brincar no córrego localizado defronte ao número 86 da Rua Santo Toreli, endereço da família há mais de 50 anos.

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Foi no bucólico arrabalde que o terceiro dos nove filhos de Olinto Silveira de Aguiar e Julieta Ferreira de Aguiar se criou, juntamente com os oito irmãos: Ely, Eloy, Edilio (in memoriam), Eliete, Eleuza, Evilásio, Eliane e Ênio.

Mesmo bairro São Leopoldo que abriga também descendentes das famílias que auxiliaram no desenvolvimento de todo aquele "mato", desde os primórdios do século passado, como os Lorenzi, Kahler, Knob, Parmeggiani, Bertolucci, Martins, Gutierrez, entre várias outras...

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