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Gente16/06/2015 | 13h36

Escritor Flávio Luis Ferrarini morre em acidente de trânsito, em Flores da Cunha

Autor de mais de 20 livros, ele também atuava como publicitário

Escritor Flávio Luis Ferrarini morre em acidente de trânsito, em Flores da Cunha Roni Rigon/Agencia RBS
Avesso a badalações, Ferrarini raramente fazia lançamento de suas obras Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
Maristela Scheuer Deves, especial para o Pioneiro

maristelascheuerdeves@hotmail.com

A literatura da Serra gaúcha perdeu nesta terça-feira um de seus mais produtivos escritores: Flávio Luis Ferrarini, 53 anos, que morreu vítima de um acidente ocorrido por volta da 8h30min no Km 89 da ERS-122, na localidade de São Gotardo, em Flores da Cunha. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Autor de mais de 20 livros, publicados a partir de 1985, Ferrarini era natural de Travessão Paredes, no interior do atual município de Nova Pádua, mas morava em Flores da Cunha e trabalhava como publicitário em Caxias do Sul.

Avesso a badalações, o escritor não costumava fazer eventos de lançamento. Preferia ter um contato mais direto com seus leitores nas inúmeras visitas a escolas que trabalhavam suas obras. Mesmo assim, abriu uma exceção no último livro, O Menino da Terra do Sol, que, por insistência de amigos, acabou ganhando uma sessão de autógrafos em Flores da Cunha, no início de maio. Essa, aliás, era segundo ele mesmo a mais autobiográfica de suas obras, contando a história de um menino tímido do interior que ama os livros e sonha em ser escritor. Também era inspirado nele mesmo o protagonista de Bento Bandini — Seja Você Mesmo, lançado em 2013.

Em entrevista ao Pioneiro sobre um de seus livros, ele contou que foi despertado para o mundo da escrita pelo pai, lavrador que gostava de ler histórias para o filho. Aos sete ou oito anos, ele "montou" seu primeiro livro de poesias, com tiras de papel. Além do pai, uma professora do ensino médio, Bernardete, foi grande incentivadora da sua escrita, elogiando seus textos e garantindo que ele tinha futuro como escritor. Desde então, ele nunca mais havia parado de escrever, exercitando essa atividade todo dia.

— Como disse várias vezes em conversas com estudantes, eu juro que até já tentei parar (de escrever), mas não consigo. É uma necessidade, como respirar — afirmou, na entrevista concedida em 2013.

Ferrarini foi homenageado por duas bibliotecas, que pegaram seu nome "emprestado": a Biblioteca Pública Municipal de Nova Pádua e a da Escola Municipal Rio Branco, em Flores da Cunha. Além disso, foi patrono da 30ª Feira do Livro de Flores da Cunha, em 2007.

O escritor e publicitário publicava ainda suas crônicas em jornais. No início dos anos 2000, foi colunista do Pioneiro, função que ocupou também no Semanário, de Bento Gonçalves. Nos últimos anos, escrevia para o jornal O Florense.

Ele deixa a mulher e um filho.

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