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Aniversário16/05/2015 | 08h33

Léa Signori, 26 anos de dedicação ao Lar da Velhice, em Caxias

Voluntária chegou ao lar em 1989

Léa Signori, 26 anos de dedicação ao Lar da Velhice, em Caxias Roni Rigon/Agencia RBS
Lea está na sua quinta gestão à frente da entidade Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
Quando chegou ao Lar da Velhice como voluntária, em 1989, a psicanalista Léa Signori sentiu a necessidade de transformar o espaço em um lar de verdade. Recorda de casos em que os idosos não desejavam ficar ou eram obrigados a permanecer ali por imposição dos filhos e familiares. Foi quando sugeriu à administração da época um período de adaptação na casa, primeiro por uma semana, depois por 15 dias

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— As pessoas precisam querer. Houve casos em que idosos sadios e alegres na vida lá fora, foram sofrendo, ficando doentes e abatidos, pois não queriam estar aqui — relata Lea, relembrando o caso de uma senhora que foi deixada no Lar por um filho contra a vontade.

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— Realizamos a mediação e o contato com outros familiares, que fizeram questão de levá-la para morar com eles. Foi uma felicidade — conta.

O afeto e a relação de proximidade — ela tem na ponta da língua o nome de todos os internos e funcionários — dialogam também com uma postura firme quando o assunto é a estrutura do espaço e as boas condições do atendimento.

Atualmente em sua quinta gestão à frente da entidade, Lea comemorou, em 2003, um marco para a instituição. Após cinco anos em obras — e fruto do esforço pessoal da diretora em busca da contribuição de empresas e apoiadores — era inaugurado o Recanto das Laranjeiras, entidade particular localizada no terreno anexo e responsável por auxiliar no custeio das despesas do Lar com alimentação, limpeza e manutenção.

— Foi o meu terceiro filho — diz Lea, também chamada de mãe pelos moradores do Lar.

Ela inclusive já tem uma espécie de bordão quando perguntada sobre sua relação com os 70 velhinhos.

— Não tenho dois filhos, tenho 72.​
 
 
 

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